sexta-feira, 31 de julho de 2009

PWFH nas garras do Mandarim, Cap. III

PWFH vê um Citloën 2Cv todo velmelho mesmo a jeito e corre para dentro dele, fugindo célere pelas ruas de Chinatown, onde escaqueira uma rua inteira de comércio, a la filme amaricano de acção: galinhas pelos ares, caixotes de fruta a explodir, chineses de chapéu tradicional a mandarem-se em voo para as bermas e o Citloën sempre a assapar, com PWFH a conduzir de palito na boca e braço esquerdo de fora, com a manga arregaçada, deixando ver a tatoo que dizia em letras garrafais "O Mao Tse Tse Tsung ela Malicas".

Como em todas as destruições massivas de mercados de rua que se prezem, PWFH acaba por encontrar uma rampa que por acaso foi colocada mesmo a jeito no meio do maralhal todo e disfarçado entre bancas de hortaliça e triciclos-táxi. Sem medos, agarra-se bem e salta a rampa, voando por cima de um enorme muro e aterrando do outro lado, onde, desgovernado acaba por embater num Paulo China. PWFH sai do carro e pergunta a Paulo China "Estás bem, gajo bastante gordo e moreno?" e ele "Estou bem do quê? Não senti nada... Ouvi foi uma balulheira tlemenda e senti um apalpão no labo. E adolei!"

PWFH ouviu milhares de risos. Centenas de milhar. Olhou em redor e todas as pessoas eram Paulos Chinas. E todos riam às gargalhadas apontando para PWFH. Este, agarrando o pacote e temendo pela segurança do seu próprio pacote, aponta para o cimo de um poste de electricidade e exclama "olha ali um ninho de vacas!" e desata a correr dali para fora, com um pensamento que não lhe saía da cabeça:

"Epá, a quantidade de Luízes Figos que não deve haver por estas bandas... E... onde andarão as Helen's Svedin's...?"

a: PWFH descobre que em cada casa daquele bairo há uma Helen Svedin e deixa de se importar com o pacote.

b: PWFH jura manter o pacote intacto e entregá-lo ao seu destino.

c: PWFH espreita para dentro de uma WC e apanha uma das Helen's Svedin's no banho, sendo perseguido por um bando de clones suas pelo bairro fora.

PWFH nas garras do Mandarim, Cap. II

PWFH emborca de um trago mais uma aguardente de lagarto, bate com o copo na mesa com estrondo e olha para o relógio. Tinham já passado quatro horas desde que tinha entrado em Chinatown e ainda não tinha entregue o pequeno pacote que lhe tinham confiado.

"Foda-se, tenho tempo, caralho.", pensou. "Ainda dá para ir a uma dessas casas de massagens aliviar o stress." Olhou em volta e bufou desagradado por não ter ali ninguém que visse quando apontou para a zona genital ao dizer "stress".

De palito novo ao canto da boca, estava de saída do sombrio tasco quando reparou em dois homens de meia idade a jogar dominó na mesa do canto. Observou-os uns segundos, dirigiu-se a eles e, utilizando os indicadores para puxar os cantos dos olhos para trás, disse-lhes "Coméquié ó família feliz, o que é que se joga aqui? Podêle jogal também?"

Infelizmente para PWFH não só não se tratava de dominó como não fazia ideia - ou, nas suas palavras, "puta d'ideia" - de como se jogava, o que o fez perder todo o dinheiro que lhe restava e o tinha obrigado, em desespero de causa, a apostar a encomenda que transportava. Ciente de que não a podia perder, e ciente também de que, mais uma vez, não iria ganhar coisíssima nenhuma, num movimento rápido, demonstrador de abundante prática, baixou as calças e bateu com o seu membro na mesa gritando "ÁS DE TRUNFO!". Peças voaram, pingas borrifaram o seu adversário e, no meio da estupefacção criada, arrepiou caminho de pacote debaixo do braço e uma garrafa de cerveja chinesa na mão.

"Otários!", murmurou sorridente para si próprio. "Olha o Chinês!", exclama com alegria ao ver Frederico Cheong, outrora conhecido pelo seu papel no Duarte e Cia. e agora líder de uma das perigosas tríades de Varziela, atravessar-se no seu caminho.

"Eu não sêle chinês, eu sêle japonês!", grita este. "E acho que tem algo que me peltence, meu calo!"


a: PWFH evade-se pelas estreitas ruas de Chinatown;
b: Alegando que é happy hour PWFH começa a distribuir cabeçadas à Cais do Sodré à discrição;
c: Limpópó, o líder de outra Tríade, aparece só para arranjar mais confusão.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

PWFH nas garras do Mandarim, cap. I

"Quando um pintas maluco de 2 metros nos agarra pelo gargalo, toca com a parte de trás da vossa cabeça favorita a abertura de 1812 nos ladrilhos da casa de banho, nos olha torto e pergunta se já pagamos as nossas dívidas, vocês só têm de olhar nos mirantes do galaró e lembrarem-se do que o bom velho PWFH diz sempre em momentos como este:
-Já pagaste as tuas dividas PWFH?
-Sim senhor, o cheque está no correio."

PWFH, dá uma trinca na sandes de couratos que traz consigo e continua a falar para o emissor de rádio portátil que o acompanha nas viagens de camião que faz pelo mundo fora, debitando testosterona por toda a onda média da camionagem.

"Sabem o que me irrita? Pois é, praticamente tudo! E se há algo que me irrita mais que isso, é receber uma chamada da central a dizer que acabei de entrar de férias pouco depois de atravessar o Douro e fazer a ultima entrega na Zona Industrial da Varziela... a chinatown portuguesa. E ainda dizem que não me pagam o gasóil para voltar à capital. Sabem o que é que o PWFH diz numa altura destas? diz que mais valia arrancarem-me borrocótos secos com um ferro de marcar gado..."


Que acontece a seguir?

a)PWFH encontra-se com uns gajos para jogar MahJong a dinheiro.
b)PWFH vai até à praia de Árvore e apanha gangrena.
c)PWFH sodomiza à bruta Lo Pan.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Highlanderspottting - A Revelação Final

O trilho que levava ao castelo era longo e íngreme, poeirento, e a vegetação escassa. Anoitecia, e consigo a escuridão trazia todo o tipo de bicheza desagradável e barulhenta.
O Grupo avançava decidido, inclinado para a frente como que puxado por uma força magnética que os atraía para um final desconhecido.
CBlues tomava a dianteira, sedenta de sangue e vingança, e arrastava atrás de si uma orde vibrante e compacta que comungava um mesmo pensamento. O que mexer morre!
Chegados à principal entrada do castelo, uma construção medieval, arruinado por batalhas de outros tempos, uma morada inóspita, mas o local perfeito para o plano maquiavélico perpetrado por Inga Ndas Mamas Emmanuelle. Eliminar Grassa e o último grupo de imortais.
CBlues pára e todo o grupo estanca à sua ordem. O silêncio ecoa em redor do fosso pútrido que rodeia o castelo. Nada, nem uma brisa, nem uma luz, nem um suspiro. Algo de terrível estava para acontecer.

Trrrraaaaaaaa rrrrrrrr …p…PPP
PWFH solta um peido, abafado logo de seguida pelo riso por entre fiapos de bigode, de Grilu. “Pareço uma panela de pressão prestes a anunciar que as couves estão cozidas” solta impaciente PWFH.
O grupo não desarma, CBlues não perde a concentração, nem mesmo com o sussurro Safístico das espadachinas que agonizam com os ares do momento.
“Vamos a isto!” Enuncia CBlues. “Todos sabem o que têm a fazer, Unidos não cairemos em des_Grassa.”

A, avança até ao portão, bate 3 vezes, pancadas secas e vigorosas, e grita “Dica da Semana”.
NADA … SILÊNCIO

Algo acontece no interior do castelo, algo inaudível, invisível, incolor, mas que lhes cheirava mal como caralho! (E desta vez não tinha sido PWFH)
O portão abre-se, rangendo e resmungando de ódio, todas as cabeças avançam para o limiar da entrada e a Gata serpenteia por entre as pernas humanas até esticar os bigodes para o interior.
Todo aquele edifício não era mais que um único espaço a céu aberto, cercado por uma muralha em ruína. O que por fora lhes parecera um complexo castelo, não passava de uma fachada que esconde no seu interior uma arena onde no centro se ergue um altar tosco, em pedra, envolto de pequenas velas que quase se extinguem com o AHHHHHH geral incrédulo dos nossos heróis que se sentem reduzidos na sua escala perante macabro cenário.

Chegaram mesmo em cima do acontecimento. Inga presidia ao altar, envergando um traje cerimonioso, misto de glamour, bruxaria e putaria. Num tecido que, mais parecia ter vida e que lhe escorria pelas longas e firmes coxas, deixando-lhe destapados os grandes e proeminentes seios que projectavam a sombra trémula nas grandes muralhas que encerravam o espaço. No altar, um pequeno ser, embrulhado numa mantinha estava um bebé sobrancelhudo e rosado, de pêlos ruivos nos mamilos. Era Grassa.

A vilã mamalhuda tinha-lhe sugado a vida, a força, a sabedoria e a pixa. Grassa tinha-se deixado levar pela luxúria, e Inga sedenta de poder tinha-lhe extraído tudo, deixando-o vazio, num poderoso boquinácio.
A Sueca Tetuda apercebe-se da presença dos pequenos guerreiros imortais e envolve-se numa espiral de poeiras, almas predatórias, confétis e fogo de artifício, e sob esta capa de magia transforma-se numa terrível entidade tentacular, rugosa porosa e rosada envolta por um escudo aureolar penugento.

Um MAMILO GIGANTE.

Pregados ao chão e embasbacados entreolham-se e em simultâneo desembainham as espadas num único chiar de metal faíscante e reflector, desencadeando algo inesperado que viria a equilibrar a balança deste alucinante ajuste de contas entre imortais.
Sem gritos parvos, truques mágicos, coreografias ensaiadas ou Kahmehaaaaamééés, os oito, fundem-se num poderoso ser imortal.

O SUPREMUS GRILADISAFHAWITA BLUE BOTAS.

Um guerreiro poderoso, armado com um machado de dois gumes e uma moca de Rio Maior.
O SUPREMUS GRILADISAFHAWITA BLUE BOTAS era um misto de padeira de Aljubarrota, tatuada, com bigode e cremalheira cerrada de pontiagudas e cortantes serras doiradas, um guerreiro esguio e sensual como uma felina bailarina de varão.
Os dois poderosos seres encaram-se, e num cerrar de músculos partem um para o outro. O Estrondoso embate é inevitável. No centro da arena cruzam-se como dois cavaleiros medievais e páram de costas, avaliando qual o estrago que desferiram um ao outro. Ambos saíram ilesos ao choque. Arfam de raiva e ódio e espumam faúlhas de imortalidade. Partem de novo para o choque e explodem noutro confronto monumental que só poderia deixar um deles de pé.

Grassa no centro aterrorizado com tamanha alarvidade buçal, borra a fralda e com quem não quer a coisa lança-a para o chão da arena no momento exacto da arrancada do mamilo gigante, que num Drift de tracção mamilar integral se esmerda na moca de pregos do Supremus e explode num turbilhão de leite e silicone.

A, AD, CBlues, Gata, Isa, Nawita, Grilu e PWFH sentados nochão, envoltos em espuma de cappucino azedo, olham em redor como se tivessem aterrado naquele mesmo momento sem perceber puto do que se passou ali, mas todos com um secreto alívio de que tudo terá terminado.

Sim. Com os primeiros raios de dia que inundam o espaço já inundado de restos de mama explodida os grupo de amigos encontra-se salvos mas, não sãos, e mais unidos que nunca. Todos eles semicerram os olhos e olham para o novo céu. Todos menos CBlues, que olha para o seu Grassa e decide adoptá-lo como filho, já que de outro modo, o Grassa semi-adulto que tinha conhecido nunca lhe poderia vir a dar esse sentimento maternal de perpetuação de vida imortal.

THE END

Highlanderspottting - Cap. XIII

Assim que PWFH revela que quer ser aeromoça, há uma crise de histerismo entre as Amazing Silver ADonettes, dada a alegria que a decisão de PWFH lhes causa. As Amazing Silver ADonettes e PWFH retiram-se, de mãos no ar, cantando bem alto It’s raining men, Aleluia!!

Subitamente um grito lancinante vindo do castelo onde grassa se encontra prisioneiro, rasga a noite acordando todos o grupo e assim interrompendo o sonho da Gata das Botas, uma expressão de tristeza abatesse sobre o rosto quando se apercebe que PWFH continua nu e aristocráticamente badalhoco e as Amazing Silver ADonettes, continuam a ser chamadas de Safistas Voadoras, entre gargalhadas sonoras, pelos membros masculinos do grupo. Era tudo apenas um sonho.

CBlues receosa que o seu plano possa estar em perigo, junta todos os membros do grupo avisando-os que chegou a altura. CBlues pergunta a Tiagugrilu se tinha os sacos de sarapilheira necessários. Tiagugrilu agarrando-se ao papel com um Quim que trazia no bolso, confessa que não tratou de arranjar os sacos de sarapilheira.

"Teremos então de passar ao plano B!", disse CBlues, no entanto ninguém sabia que havia um plano B. "Em que é que consiste o plano B?" perguntou a medo, AD. CBlues vira-se em direcção ao castelo, subitamente iluminado por uma tempestade e exclama "Entramos no castelo e matamos tudo o que encontrarmos pela frente!". "Foda-se! Porque é que esse não é esse o nosso plano desde inicio!?" exclama PWFH.

Tiagugrilu, levado pela emoção solta um "Vamos a eles!", mas é rapidamente interrompido pela Nawita que afirma que primeiro é preciso preparem-se. De uma mala, que ninguém tinha visto até então, Nawita tira uma espelho de maquilhagem e uma mesa cheia de todo o tipo de cremes e acessórios imagináveis, tudo rosa. Isa e Nawita deliciam-se com todos aqueles cremes e emplastros, tão necessários para o bom sucesso da batalha. A Gata das botas apenas realça o risco dos olhos enquanto CBlues faz uma pintura tribal na face esquerda. Tiagugrilu aproveita para subir para uma pedra e fazer uma discurso de grande eloquência e desenvoltura.

"Sim, podemos lutar e morrer. Se fugirmos podemos viver, pelo menos por enquanto. E quando no leito de morte, daqui a muitos anos, prefeririam trocar todos esses dias, deste momento até esse, por uma hipótese, apenas uma hipótese, de voltar atrás até e dizer aos vossos inimigos que eles podem tirar-nos a vida, mas eles nunca nos tirarão... A NOSSA LIBERDADE!"

Tiagugrilu estranha que ninguém comente, abre os olhos que a emoção fechou e repara que não está ninguém ao pé dele... "Anda embora, oh vaza borras!" gritou PWFH que seguia com o resto do grupo, já longe, em direcção ao castelo.


a)Grassa durante o tempo todo que esteve a treinar com a Sueca facturou.

b)Grassa durante o tempo todo que esteve a treinar com a Sueca, não aprendeu nada por não conseguir desviar o olhar das mamas.

c)Aparece o Sean Connery com um livro que explica os enigmas da espécie mais letal, que existem no castelo, vulgo armadilhas.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Highlanderspotting - Cap. XII

Previously, on highlanderspotting…

CBlues adianta-se e de mão pousada na bainha da espada, informa que Grassa se encontra em cativeiro e que corre grande perigo de vida nas mãos da Sueca. Temendo pela vida do seu amado, elabora um plano.


Chegados ao castelo onde a maléfica sueca mantinha grassa acorrentado, o grupo hesita. O plano parecia demasiado bom para ter sido inventado assim, do pé para a mão. Algo não estava bem, e o olhar vítreo de Cblues levantou suspeitas.
Man, a gaja abusou da cena, sussurra McADonis.
Isto não é bom, isto não é mesmo nada bom, concorda tiagugrilu.
Tenho uma ideia!, diz A.
Eu vou ali e já venho, diz PWFH.

A começa, então, a rodopiar sobre si mesmo, ao mesmo tempo que grita Eu tenho a força, eu tenho a força!!!, sob o olhar atónito dos restantes. A cumpria um antigo ritual que tinha aprendido com um amigo na colónia de férias em Eternia, ritual esse que lhes permitia invocar o poder de Grayskull e assim fazer prevalecer o bem sobre o mal. A reconhecera o local onde se encontravam, era a Montanha da Serpente!

Chamaram?!
Não, Nessie, volta lá para o lago!
, respondem todos.

Mas o ritual não tinha sido bem executado, e em vez de um homem forte, masculino e sexualmente viril (definição, segundo a wikipedia, de He-man) aparece uma beldade alta, escultural, com enormes seios, um ligeiro buço e 3Kg de caramelos nas mãos!

Ohh!!! exclamam todos a uma só voz.
É a sueca imortal, diz um.
Não, é a Gina, diz outro.
Qual quê, é a Ana mais atrevida, ouve-se lá do fundo.

Não, pás! Sou eu!, diz PWFH, o vosso comandante camionista!
Motherfucker, qué que taconteceu, puto?!, diz tiagugrilu, sacando imediatamente da sua Lomo Diana Black Jack, pensando nos cobres que ainda ia ganhar com aquele freak show.
Oh, pá, a caminho de Badajoz decidi parar em Talavera para comer uma bucha, entrei num bar super chique, o Coyote, e vi a luz, explica PWFH.
Viste o quê?, pergunta Isa.
A luz, pá, que irradiava de um candeeiro Philippe Starck, e decidi ficar. Lá dentro, ao ver aquelas moças, percebi como andava triste com a minha profissão e descobri a minha verdadeira vocação: ser meretriz!
Ser quê?, pergunta McADonis
Rameira, diz PWFH
Quê?, pergunta A
Mulher da vida, diz PWFH
Âh?, pergunta Cblues
Puta, pá!, responde PWFH, já com a mão na anca.

Ahhhh!!, respondem todos em coro, enquanto as miúdas se abeiram dele para lhe admirar as novíssimas unhas de gel, Gata das Botas pensa, olhando para as suas próprias garras, Pfff, já vi melhor e A aproveita a deixa para admirar, como os espanhóis, a qualidade do silicone que PWFH tinha implantado.
E agora, meu? Quem conduz o Airbus 320? Como voltamos para casa depois de derrotarmos o Mal?, pergunta Nawita
Tás doida, melheri? Pede a outro que se chegue à frente. Daqui em diante eu quero ser aeromoça!, diz PWFH, abanando os cabelos.

a) The amazing silver ADonettes e PWFH retiram-se, de mãos no ar, cantando bem alto It’s raining men, Aleluia!!
b) O grupo tem uma visão colectiva: no cimo do chaparro, envolto em luz, está Johny Cash a tocar harmónica
c) Ouve-se um grito lancinante vindo do castelo onde Grassa se encontra prisioneiro

Highlanderspotting - Cap. XI

Caminharam por planícies e montes, cantando alegres cantigas do Dino Meira, até chegarem ao sopé da colina onde se erguia o velho e degradado castelo onde Inga e Grassa acampavam.

"Precisamos de uma estratégia de ataque.", atira Isa, "Com umas mamas daquelas a gaja ainda vaza uma vista a alguém."
"Toma tiagugrilu", diz CBlues dando-lhe uma folha de papel e uma caneta, "Desenha aí uma estratégia que tu és bom nisso."
"Não queres vestir umas calças ou uns slips ou assim?", pergunta McADonis a PWFH.
"Ná! O que é bom é para se ver.", atira o piloto/camionista, acrescentando "Não é ó grelame?" olhando para os membros femininos do grupo enquanto fazia a sua Nessie, como lhe chamava, bater ora numa coxa ora noutra, abanando a pélvis energicamente.
"Encantador...", dizem em uníssono Nawita e Gata entredentes com uma careta.

Tiagugrilu, absorto, olhava o horizonte ainda de papel e caneta na mão.

"Então?", perguntou A, "Já acabaste?"
"Ãn?... Ah, já. Quer dizer, mais ou menos.", respondeu tiagugrilu.
"Deixa ver.", diz CBlues arrancando o papel das suas mãos. "Qué isto?"

Ocupando quase toda a folha estava desenhado um rectângulo e na sua base um nome: Quim. Nada mais.

"Quim?", perguntam em uníssono Gata e Nawita.
"Foi o que me ocorreu.", responde tiagugrilu. "Quim para guarda-redes."
"Se quero algo bem feito tenho que o fazer eu própria.", suspira CBlues. "É assim com o Grassa na cama e estou a ver que é assim convosco também."

Reuniram-se em torno da fogueira que tinham acendido e ouviram-na atentamente.

Ficou combinado que Isa, Nawita e Gata providenciariam a distracção necessária para afastar Grassa da sueca. Radiantes por poderem pôr em prática o seu girl power e ainda um pouco afectadas pela belíssima boliviana que haviam aspirado atrás do chaparro que, por alguma razão, estava plantado em plena planície alta escocesa, saltaram juntas e, em pleno ar, deram um valente "cinco alto" por entre "iiiiiiiiiiiiiiii" e "uauuuuuuuuuuuuuuuuuu" e "oh, fiz uma malha nas meias".

Recorrendo ao seu sex-appeal cru e bastante nú PWFH seduziria Inga e, por sugestão do próprio, tentaria hipnotizá-la com a sua "serpente zarolha encantada, pá" enquanto A, tiagugrilu e McADonis, munidos de um saco de serapilheira tentariam ensacá-la. Estes, no entanto, teriam de ser vendados de forma a não caírem vítimas dos poderes mamários da aspirante a governante suprema do mundo.

"O resto", conclui CBlues, "faço eu. E finalmente todo o poder será meu! Meu! MEU! Muahaha... cof cof cof... aham... justiça. Justiça será feita. Paz e amor. Coiso."


a: Segue-se uma épica batalha.
b: Invocando o poder de Grayskull A procura assegurar a ajuda de He-Man. Em vez dele aparece Skeletor.
c: O grupo encontra os Manowar que ali se encontravam a tirar fotografias para a capa do próximo álbum.

Highlanderspotting - Cap. X

Ouve-se outra vez:

-Fuck off! Fuck off ò azeiteiros do … coiso!

Todos olham em redor e a única coisa que lhes chama a atenção é um fumegar vindo de trás da vegetação densa e o barulho de um rádio em grande alarido, num misto de estática e monofonia de um Rangers - Benfica,“e ripa na rapaqueca, o qu´qué iss’ómeu” grita eloquente, grita o grande Gabriel Alves de dentro dos destroços de um amalgamado avião fumegante. Ao lado da aeronave enlatada, uma caixa negra adaptada em grelhador faz crepitar umas tiras de entremeada e uns doirados coiratos.

-Quizazéro, quinzazéro voltam a ouvir vindo do centro do lago.
Dois grandes volumes bóiam no centro do lago, mais nada em volta. Seria o misterioso Monstro do Lago? …mas que fala?!
CBlues toma a dianteira do grupo que decide investigar, a medo, a estranha criatura.

Num repente o grupo pára, o mostro moveu-se, e de cada lado das grandes bossas flutuantes surgem, pernas, um bigode enlodado, uma cramalheira de oiro e um tronco tatuado.
-PWFH!!! Aliviados entoam em couro.
-Comé gandulos do caralho! Grunhe o ex-monstro “Vieram foder-me as férias?!”

A plateia surreal, composta pela líder diva CBlues ladeada por um grupo de espadachins de salto alto, um trio de bigodes com cheiro a tabaco negro e Johny Cash, e um hipnótico gato de leggings, parados fitam PWFH que sem grandes vergonhas das suas podenguices e calmamente vem, arrastando os pés até à margem entoando afinado “na cabana junt’á praia” do grande Cid.

CBlues adianta-se e de mão pousada na bainha da espada, informa que Grassa se encontra em cativeiro e que corre grande perigo de vida nas mãos da Sueca. O grupo cerca PWFH e põe-no a par dos pormenores, do sucedido no bar, e do plano da maquiavélica Inga Ndas Mamas Emmanuelle, a imortal mamalhuda que se prepara para matar Grassa e tomar conta do mundo.

CBlues, Isa, Nawita, e a sexy “Fur Ball” apressam PWFH para ir buscar as suas coisas, juntar-se ao grupo para ir salvar Grassa das ma…. mas da Inga.
-“Atão e os coiratos pá, não vou sem espetar com um ou dois na carcaça” regouga indignado PWFH, dividindo os nacos de carne sumarentos pelo pão e partilhando o resto com A, McADonis e Grilu que prontamente aceitam e se reúnem em torno do cantante que ecoa mais um golo do Glorioso.
-“Vamos, vamos, não há tempo para essas merdas de gajos” diz CBlues preocupada com os últimos pós da ampulheta que seguram a vida do seu amado.

E partem todos em direcção onde suspeitam que a Sueca tenha Grassa preso pela hipótese de este lhe conseguir saltar à espinha.


O que se sucede:

a) Grassa vê-se em apuros quando descobre que não vai foder. Vai -se foder!

b) O Grupo liderado por CBlues combina a estratégia de ataque e vão salvar Grassa.

c) Cagam todos no Grassa e vão tomar banho no lago e comer churrasco.

Highlanderspotting - Cap. IX

O bichano ronronava e roçava-se em toda a gente, mas assim que deu com a Gata das Botas, toda ela em latex, esbugalhou os olhos e apontou para a própria genitália, gritando "SAY HELLO TO MY LIL' FRIEND!!!", coisa que assustou a imortal Gata e que a fez simultaneamente dar um salto para trás e exclamar "Jack Nicholson?!".

Todo o bar parou a olhar para os dois. Da cena descrita, a única coisa real era que a Gata das Botas estava a miar para um gato. AD disse baixinho para A: "epá, aquilo de os imortais poderem snifar linhas de um metro afinal era tanga, olha só como esta ficou..."

Entretanto, o treino de Grassa continuava. Agora muito mais consciente das suas capacidades de imortal, fintava uma e outra vez os golpes de Inga Ndas, aproveitando sempre para a apalpar. No auge desta luta, Inga dá um soco nos rins de Grassa e imobiliza-o, colocando-se por cima dele e apertando-lhe a cara entre as suas coxas. Grassa olha Inga nos olhos e diz-lhe, sensualmente:

"Olhá lá, ó Inga... Há quanto tempo é que não te lavas por baixo?"
"Os imortais não se podem lavar por baixo, Grassa"
"Ãn...?"
"Sim, arriscamo-nos a perder a imortalidade..."
"E com kleenexes?"
"Kleenexes? Que é isso?"
"Logo vi... O que não se vende no Ikea, vocÊs não conhecem..."

E saca de um pacotinho de kleenexes, oferecendo alguns a Inga, que olha para aquilo como quem olha para o manual de montagem de uma estante BESTÂ e pergunta:

"Mas... como se usa?"
"Deixa estar que eu explico...", disse grassa com um sorriso incontido.

Os outros decidem sair do bar, para levar a Gata das Botas a apanhar um pouco de ar, e vão andando a pé até darem com um enorme lago, no meio das montanhas (caminharam muito e muito depressa, porque a Gata insitia em decepar as cabeças dos transeuntes para explicar a Isa como é que funcionam as novas minis de abertura fácil). Ao chegar à beira do lago, o porteiro do bigode seboso - que também tinha experimentado, porque lhe disseram que parecia Peta-Zetas - grita "méquié, vamos à água!!!?" e tira o bigode seboso, mostrando por baixo um outro bigode, este lustroso e impecavelmente aparado, que provoca um "Mas és tu, Grilu????" exclamado em coro.

"Sim, comprei um pacote na Abreu que incluia uma visita ao Bar dos Imortais"
"Mas isso não é um programa da Sic?", pergunta A
"Isso é o Bar da TV", corrige Isa
"Mar-ga-ri-da... O teu pai já não pode ir ao supermercado, Margarida", imita Cblues

E no meio de imitações da mãe da Margarida, surge uma cabecita no meio do lago que diz "Fuck off...!"

a: Era o monstro de Loch Ness a querer ouvir o relato do Glasgow Rangers em paz.

b: Era Grassa, disfarçado de Nessie, com a Sueca Mamalhuda a fazer de bóia.

c: Era o Malato, que brincava aos mergulhadores com o Fernando Mendes.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Highlanderspotting - Cap. VIII

Na casa de banho, a inocente Nawita, já acordada pelo beijo lesbiano da imortal Cblues, liberta-se das mãos de A, que insistia em fazer-lhe reanimação por meio de uma massagem na região subpeitoral, que tinha aprendido com uma moça tailandesa muito competente e virtuosa, dizia ele – Nawita liberta-se, dizia eu, e sai porta fora, em busca de Cblues, por quem se tinha apaixonado loucamente.

Xiça, eu é que não fico aqui sozinha contigo, diz Isa, e sai atrás dela.

Encontram-na na caixa, a pagar o cartão de consumo e a falar com uma estranha de negro integral e aí as 4 miúdas percebem que, a partir daquele momento, será um para todas e todas para um.

Mas o porteiro do bigode seboso, que estava a topar a cena toda e que ao ouvir o juramento delas pensou que era com ele, barrou-lhes a saída e aliciou-as: Como é, bebés, vamos ali atrás ver a minha FAMEL?

A, que chorava copiosamente por não conseguir segurar uma miúda, quanto mais 4, decide enfrentar o porteiro, enquanto Cblues, acompanhada pelas suas novas amigas, perscruta o espaço envolvente em busca de McADonis e sai esvoaçante de catana em riste. Teria muito que andar até o encontrar.

Depois da humilhação a que tinha sido sujeito (leia-se, levar uma valente coça de uma miúda e ter a pinha rachada por uma caneca de cerveja) McADonis tomou uma decisão: vou-me fazer um homem, vou limpar a minha honra! Ainda vão ouvir falar de mim!

Meu dito, meu feito, e lá foi ele a correr para casa, para arrancar os posters da Bravo com que tinha forrado a parede do seu quarto e deitar fora o seu Greatest Hits dos Technotronic, não sem antes ter ouvido e dançado uma última vez o Pump up the jam.

Isto é música para meninos, um homem a sério só ouve de Unhas de Nove Polegadas para cima, disse bem alto, olhando de soslaio, e com uma lágrima no canto do olho, o caixote do lixo.

Ninguém sabia, nem ele próprio, mas McADonis era, também ele, um imortal em potência, cuja imortalidez começava a desabrochar lentamente, graças à raiva que o consumia. Enquanto pensava se desabrochar não seria um termo demasiado panisgas para definir a mudança que sentia dentro dele, tocam à porta. Foi ver. Não era ninguém.

Raispartam o caralho dos putos, sempre a gozar cum gajo!, pensou.

Até que ouviu um suave purrrrr vindo de baixo. Olhou, e o que viu deixou-o cheio de alegria! Um gatinho preto, com uma coleirinha preta de látex e os olhos mais doces que ele alguma vez vira! Ca fixe, man, vou ficar com ele! Pobre McADonis…


a) Ao retirar da parede o último poster dos Modern Talking, McAdonis descobre um compartimento secreto no seu quarto

b) A desafia o porteiro da casaca de grilo para um duelo

c) O treino de Grassa continua

Highlanderspotting - Cap. VII

A jukebox do bar debitava os guinchos de Debbie Harry enquanto CBlues permanecia imóvel procurando a presença do outro imortal. O cheiro a Axe Body Spray e Old Spice que emanava da multidão que a cercava toldavam-lhe os sentidos. Sem que tivesse percebido Atomic tinha chegado ao fim e outra música começava. Who Wants To Live Forever. Coincidência? Os duros não acreditam em coincidências, e ninguém era mais dura que CBlues. Encostada à jukebox vislumbrou uma silhueta curvilínea iluminada apenas pela luz da máquina, os olhos escondidos na sombra e visível apenas um sorriso enigmático. Vestia um sinistro, ainda que sexy, fato de látex preto e umas botas altas de saltos que não poderiam ser bons para a coluna. Rápida como um relâmpago aproximou-se dela.

"Tu e eu. Lá fora. Já!", bradou ameaçadoramente.

A estranha limitou-se a sorrir.

"Como queiras. Tanto te limpo o sarampo aqui como lá fora!", exclamou CBlues deitando a mão à catana.
"Não sou quem tu pensas.", respondeu-lhe a estranha, segurando-lhe o pulso. "Chamam-me Gata das Botas. Sou a guardiã do templo."
"Pronto, só me faltava esta. Uma jeová imortal! Ouça não estou interessada num mundo melhor nem na palavra do Senhor nem no templo dos céus."
"Não é esse templo."
"Ah, o restaurante chinês O Templo? Gosto muito dos vossos crepes. Sabem a... a... crepes."
"Também não."
"Então qual templo?"
"Eu. Eu sou o templo. Em mim se reúnem as consciências de todos os imortais."
"Todas?! Grande badalhoca..."
"Não me chames badalhoca."
"Mas és uma de nós. Sinto-o!"
"Sou imortal enquanto houver imortais. Com a morte de cada um, também eu morro um pouco. E quando morrer o penúltimo..."
"Sim?...", pergunta CBlues de olhos esbugalhados.
"Não sei.", diz Gata encolhendo os ombros, "Mas não pode ser bom para mim."

A conversa é interrompida pela caneca que voa do piso de cima do bar até se despedaçar na cabeça de McADonis cá em baixo.

"Ninguém sai daqui enquanto não descobrirmos quem atirou aquela caneca!", grita um rufia das escadas.
"Quem és tu?", pergunta o porteiro da casaca de grilo que com os gritos e a comoção entrara e estava agora a chapinhar numa poça do sangue que jorrava do crânio aberto da vítima.
"Eu? Eu sou Franco Begbie e vocês estão todos fodidos!"

Seguiu-se porrada da antiga, daquelas que só se via em jogos entre o Benfica e o Porto nos anos 90.

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Caminhavam já há duas horas quando chegaram a um velho castelo em ruínas.

"Faremos aqui o teu treino. Agora mostra-me o que vales.", disse a sueca a Grassa atirando-lhe uma velha espada ferrugenta.
"Não preciso disso.", respondeu-lhe ele.

E imediatamente deixa cair as calças até aos tornozelos e, de masculinidade desfraldada e em riste, abana as ancas da esquerda para a direita dizendo "Vuuuuuuunnnf, vuuuuuuuuuuuunf. Tenho um sabre de luz!!"

"Pelo martelo de Thor!", exclama exasperada a sueca.
"Tu é que levavas uma martelada aqui do Thor-las, ó sueca mamalhuda."
"Inga! O meu nome é Inga!"
"Ah é? Então até sei o teu apelido."
"Sabes?"
"Sei. É Ndas. Como em Inga Ndas mamas!"

a: A e Isa saem da casa de banho com Nawita nos braços, todos com a roupa em desalinho
b: O treino de Grassa continua
c: Após a pancadaria vão todos snifar uma última linha antes de largarem o vício.

Highlanderspottting - Cap. VI

Entretanto, ao pé de um calmo lago das terras altas grassa descansa, saboreando uma pequena maçã, pensando em CBlues e em por que é que ela fez questão de darem um tempo... na Escócia, com tanto para verem juntos, enquanto bebericavam sangria. Enfim, pensou Grassa, só porque estou sozinho não quer dizer que não me possa divertir. E se depressa pensou, mais depressa começou a abrir a braguilha. Passados uns bons 30 segundos, Grassa sente uma dor.

-Já não tenho idade para toda esta excitação, pensou ele, já nem o meu coração aguenta.

Nisto aparece a Sueca, dirigindo-se para ele. Grassa aproveitando o reforço, despacha o serviço e ainda manda um "uma mama dessas cheia de vinho dava para encher duas pipas". A Sueca sorri e responde-lhe.

- Então Grassa, sempre no teu passatempo favorito, não é?
- O meu passatempo favorito é ver-te engolir.
- Vá já chega grassa, tenho assuntos importantes para tratar contigo.
- Eu só gosto de oferecer aquilo que é bom.
- Sim, bem sei, mas agora temos de falar. Corres perigo!
- Eu só gosto de oferecer aquilo que é bom.
- Ok... mas tu podes morrer.
- Eu só gosto de oferecer aquilo que é bom.
- Bem, já me estás a enervar!
- Eu só gosto de oferecer aquilo que é bom
- Bem isto vai ter de ser de outro jeito.

A Sueca, já visivelmente irritada vira-se e tira a gabardina que trazia vestida e saca da monumental espada que trazia escondida. Quando se volta para o Grassa vê que este já se encontra totalmente despido! Faz muito frio na Escócia diz grassa.

A Sueca atira-se a ele de espada em riste pronta a atacar Grassa começa a fazer os movimentos pélvicos que já lhe são tão característicos. A Sueca, já em claro desespero por não conseguir a atenção de grassa, atravessa-o com a espada. Grassa grita de forma estridente, enquanto a Sueca retira a espada do corpo de Grassa.

- Vê se paras de mariquices... não vês que tu não podes morrer?
- Eu só... gosto.. de oferecer... o que... é bom.

Reitera grassa, visivelmente cheio de dores... A Sueca espeta-o mais umas vezes, até este serenar.

- Já acalmaste?
- Eu só.. - Grassa é interrompido pelo som do aço a ser desembainhado - ..preciso de algum tempo para recuperar.
- Percebes agora? Percebes que és imortal? Que somos ambos imortais?
- Sim. Isso quer dizer que o teu hímen também é imortal? Isso faria de ti virgem!!
- Bem, isto vai ser difícil. É melhor ir logo ao assunto. O que quer dizer é que há alguns de nós que somos imortais neste mundo, vivemos e lutamos para que no final haja apenas um. Eu sou imortal, tu és imortal... e a CBlues é imortal.
- Que a CBLues era imoral já eu sabia!
- A CBlues não gosta de ti, o que tu sentes não é amor de forma física, é apenas um aviso de que outro imortal está próximo de ti. Tal como sentiste quando eu me aproximei de ti. A CBlues apenas quer cortar-te a cabeça.
- ...
- Vê se compreendes, se tu não te souberes defender, a CBlues, mais cedo ou mais tarde vai-te matar.
- Mas eu sou imortal, não posso morrer?
- Só se ela não te tirar a cabeça.
- Ela está sempre a fazer isso!!
- Não é essa.
- Oh..
- Eu vou preparar-te. Entretanto veste-te.

Grassa veste-se, contrariado, e segue caminho com a Sueca.


a) Grassa treina com a Sueca mamalhuda.
b) MacADónis vai ter com o seu dealer do costume, pedindo-lhe a dose final antes de ficar limpo.
c) CBlues à saida do bar é bloqueado pelo porteiro de casaca de grilo e bigode seboso.

Highlanderspotting - Cap. V

CBlues, atacada de surpresa, reage, largando McADonis que sorrateiramente se escapule "overcrafteando"pelo fino lençol de mijo que cobre o pavimento bera da casa de banho.
Num golpe de rins digno de um Tsubasa, CBlues inverte os sentidos à gravidade e cravando os seus saltos Dior no betume dos azulejos da parede e depois no pladur do tecto, com o cabelo a soltar-se lentamente e caindo em direcção ao solo em caaaaammmaaaraaaa leeeennntaaaaaaa, desfere um rápido e letal golpe com a tampa da cloche na nuca da Sexy Waitress que, de chave de fendas na mão pronta para afinar um autoclismo disfuncional, cai inanimada.
CBlues não sente aquilo que uma imortal sente perante um igual, mesmo já morto, tinha-se precipitado e feito merda!

- O que fui eu fazer... Pensa CBlues.

Um flash traz-lhe a imagem de Grassa, vestido com um Kilt atrás, e pela frente uma tenda armada em tecido escocês com cheiro a malte vomitado, atravessa-lhe os pensamentos. "Gostaria que aqui estivesses, irias gostar do que vou ter de fazer, vou satisfazer o teu sonho, mesmo longe meu amor.

E debruçando-se sobre o corpo de Nawita e colocando-lhe a mão esquerda sobre o seio semi-desnudo, espeta-lhe um beijo, qual sopro de vida, cheio de imortal lesbianismo, traz à vida a empregadita sexy que ao acordar retribui as carícias que são interrompidas pela entrada de rompante de Isa e A que aos amassos, roça roças, e esfrega esfregas se dirigem para a cabine mais próxima cheios de pulsante tesão juvenil, ahhhh e whisky!

CBlues desliga-se da inocente Nawita, olha para os dois intrusos, perscruta o espaço envolvente em busca de McADonis e sai esvoaçante de catana em riste, deixando A com as duas beldades já meio aquecidas nos braços.
Batendo a porta atrás dela CBlues pressente um ambiente estranho à sua passagem, mas atavessa o bar olhando para todas as caras, absorvendo todos os ruídos, lendo todos os pensamentos, e mirando todos os homens como se tivesse dotada de visão Raio-x.
Quantos são, quantos são, quantos vierem são os que caírão!

O que se vai passar no próximo capítulo:

a) CBlues dá de caras com a Sueca Imortal

b) Grilu, McADonis, A, Isa e Nawita são mortais enviados pela Imortal Sueca para eliminar CBlues

c) O que estará acontecendo a Grassa e à Sueca Imortal na outra ponta da Escócia

terça-feira, 21 de julho de 2009

Highlanderspotting - Cap. IV

Depois de recolherem as respectivas bagagens, Grassa e Cblues despedem-se com um Adeus, até daqui a quinze dias. Este era um trato que tinham feito antes da partida: dar um tempo. Enquanto Grassa ruma ao Norte da Escócia, em busca do calor característico destas paragens e desejando, secretamente, reencontrar a sueca de formas voluptuosas que havia conhecido durante o voo, Cblues revê mentalmente o seu plano de vingança.

Ela sabia bem onde ir. Era ali, naquele local, que o outro, so called imortal costumava parar. E ela foi. Tirou de uma das malas o seu melhor vestido, calçou os stilletos, apanhou o cabelo no alto da cabeça, num rabo de cavalo capaz de fazer inveja ao mais puro sangue da arábia, pegou na sua cloche, não sem antes enfiar lá dentro a catana, pintou os lábios de vermelho escuro e saiu!
À entrada do tal antro, um porteiro de bigode seboso e casaca de grilo ainda tentou barrá-la Ah, e tal, entrada só pra casais ou então são 50 érios, com direito a uma mini, mas ela mostrou-lhe o seu sorriso fatal e ele deixou-a entrar por 5. Aquele sítio era estranho. Tudo ali era novo para ela. As miúdas eram um horror, a música pavorosa! Mas Cblues não desistiu e foi à procura dele.
Não tardou em sentir aquele arrepio na espinha que os imortais sentem na presença de outro imortal. Olhou à volta e viu-o encostado ao bar, trauteando a melodia que se fazia ouvir na sala. Não havia como enganar, o cachucho com o monograma confirmou as suas suspeitas: era o descendente do clã McADonis (aqueles que até tinham tido um problema com a autoridade para a concorrência por causa do nome, que era parecido com o outro clã, aquele cujo patriarca se costumava vestir de palhaço e se metia com as criancinhas). Cblues lançou o seu charme para cima dele, ainda bebeu duas vodkas laranja à pala e não tardou a conseguir enfiá-lo na casa de banho. Aí, saltando os preliminares e passando directamente à acção, Cblues agarra-o pelos cabelos e enfia-lhe a cabeça numa sanita enquanto ele, convicto de que ia ter festa, gritava me ama, me agarra, me bate, me xinga, me chama de lagartixa!

Nisto, entra Nawita, a waitress sexy as hell que grita Quésta merda, pá?! Vão sujar para vossas casas!! Pensais quisto não dá trabalho a limpar? E, numa reviravolta com que ninguém contava, saca da sua chave de fendas e ataca Cblues, sem dó nem piedade.

CBlues não queria acreditar… Tinha-se deixado enganar pelo encanto natural do mancebo, característica dos imortais e, vai-se a ver, afinal o tão temido adversário era uma miúda. O que mais lhe iria acontecer?

a) Cblues dá um triplo mortal e consegue fugir das garras da Imortal do Hellgarve
b) Cblues e Nawita descobrem que trazem pulseiras iguais e ficam ali, em amena cavaqueira, a discutir a colecção Outono-Inverno 2009 de John Galliano
c) A e Isa entram de braço dado e dirigem-se a um dos compartimentos, sabe-se lá para fazer o quê

Highlanderspotting - Cap. III

Vendo já verdejantes e voluptuosos vosques e até algumas vonitas vuganvílias lá em vaixo, vomitavam aliterações em V enquanto o avião vertiginosamente cumpria o prescrito por Newton na Lei da Gravidade.
A coisa de facto era grave.
Tão grave que Grassa havia já jurado beijar, com língua e tudo, o Boi-Cavalo Almiscarado lá do trabalho caso sobrevivesse a tamanho desastre. O azar dele foi a jura ter sido feita aos berros, que ecoaram pelo avião chegando ao cockpit e aos ouvidos do comandante PWFH, que prontamente comunicou no intercomunicador:

CRSHHHHC... Míster passangeirs, its captain PWFH spiquing ótra vez. Ái aviseite desde now que we are gónada trái a fórçade aterrizaration Mouraria style, uít pións and burnóuts. You shud put da cream énde da sitbéltes bicóse ca GNR daqui is ólways à cóca. Fuck you véri long. CRSHHHHC...

CBlues lembrou-se de que em princípio era imortal, ou pelo menos assim lhe dissera o seu tetra-avô daquela vez em que foram os dois andar de Kart para o Colombo. No entanto o seu medo era que Grassa perecesse, pois ele não era um McBlues. Nem tão pouco um McFlurry ou sequer uma McTosta.
Triste, olhou para ele e deixou escapar uma lágrima ao ver tão inesquecível figura: de semblante sério e olhos pesados, com as veias da testa a sobressairem e transpirando por todos os poros, Grassa gritava agora "AAAAAAHHH! Tava a ver que não me vinha..." e abotoou as calças, largando a mantinha para cima dos açoreanos do banco de trás ao mesmo tempo que dizia "Vão lá agora fazer touradas com esta mantinha, meus cabrões".

Entretanto, o comandante PWFH aterra a máquina à campeão, com um braço pendurado de fora do cockpit e palito ao canto da boca enquanto ajeitava a tomatália e gritava, virado para trás, com o braço em cima do encosto do pendura "Esse senhor aí atrás vai ter que dar um linguado dos antigos lá ao Boi-Cavalo ou o que é. Agora aproveitem as belas praias da Escócia, meus panascas."

Deu-se uma enorme explosão de aplausos, e todos os passageiros daquele airbus se abraçaram. Grassa abraçou pelo menos 16 vezes a sueca mamalhuda do banco da frente e CBlues abraçou umas 21 aquele nigeriano que estava ao lado dela e que tinha pago bilhete e meio, só por causa do excesso de "bagagem".

Saíram do avião e acenaram para o cockpit, onde o comandante retribuiu com um mega-rater que por azar chupou a sueca mamalhuda para dentro de um dos motores a jacto... PWFH soltou um "foda-se, outra vez..." e, esquecendo o assunto gritou para os viajantes "Bem, vou andando, que ainda tenho que parar em Badajoz".

a: Grassa e CBlues apanham um taxi, e dá-se a primeira luta entre imortais
b: CBlues confunde um drogado com um imortal e enfia-lhe a cabeça numa sanita
c: Grassa pede a CBlues para o deixar usar a espada, e acaba por rachar a cabeça de um turista que tinha um toque de telemóvel do Bésame Mucho.

Highlanderspotting - Cap. II

Pela minúscula janela CBlues podia ver as nuvens que os envolviam e que a guiavam de encontro ao destino que tinha para cumprir, um destino que não podia nem desejava evitar. Pela sua lâmina a honra seria devolvida ao clâ McBlues ou morreria a tentá-lo. Fora essa a promessa que fizera a si própria - essa e a de devolver ao clube de vídeo a cassete do Tango & Cash, só que esta ia mesmo cumprir.

A adrenalina que crescentemente lhe invadia o corpo à medida que se aproximava da sua terra mãe, aquela que abandonara há cinco séculos, misturava-se com a claustrofobia da cabine e do apertado assento que era agora o da coxia. "Quem vai ao ar perde o lugar", gracejou Grassa quando ela voltou da casa de banho. Tinha um cobertor no colo e CBlues calculou que ele se estivesse a masturbar. Preferiu não perguntar. Não valia a pena, seria como ver o Sid Vicious com uma seringa na mão e perguntar-lhe se se ia injectar.

"Não tens calor com essa gabardina vestida?", perguntou-lhe Grassa.
"Não, claro que não.", respondeu CBlues de pronto acariciando instintivamente a catana Hattori Hanzo que escondia debaixo dela.
"Mas nunca a tiras. Nem quando vamos à praia..."
"Não quero apanhar um escaldão."
"... nem quando tomas banho..."
"Aproveito para lavá-la à mão. É de marca. Coisas de mulher."
"... nem quando fazemos o sexo."
"Euh... err... tu transpiras muito. E babas-te um bocadinho. E às vezes chor..."
"Já percebi."
"E não preciso recordar-te aquela vez em que vomit..."
"Já disse que já percebi!"

A mão de Grassa não tinha saído debaixo do cobertor e era perceptível uma cada vez mais óbvia movimentação.

"A sério? Nem para falar páras com isso?", perguntou CBlues.
"Chama-se multitasking. E se tivesses aí uma harmónica ainda tocava a música do genérico do CSI Nova Iorque à base de flátul... flala... puns."
"Café?", perguntou a assistente de bordo que entretanto começara a servir os pequenos-almoços.
Grassa faz que sim com a cabeça ignorando o olhar atónito da mesma perante a sua agora clara actividade onanista.
"... Leite?"
"Isso pergunto eu.", retorque Grassa alarvemente.

Embalada pelo "fap, fap" que vinha debaixo do cobertor ao seu lado, CBlues acaba por adormecer. Acorda horas depois, estremunhada, com o anúncio que se faz ouvir pelo intercomunicador:

"CRSHHHHC... senhores passageiros, fala o comandante PWFH CRESHHUIC por favor apertem os vossos cintos de segurança, ponham os bebés nos compartimentos respectivos e rezem aos santinhos todos qu'esta merda vai atravessar a maior puta de tempestade eléctrica de que há memória. É aquilo a que, em termos técnicos, se chama «do caralho». Já conduzi, em semi-coma alcoólico, camions de pneus carecas, com peso a mais, nos Alpes, à chuva, e até eu estou acagaçado. CRSHSHHHUIC Leides end gentlemãe iór capitan PWFH spiquing. We faquedap véri naice. Rezeite iórselfes bicóse ov tempesteide."


a: O avião despenha-se nas terras altas escocesas.
b: O avião despenha-se nas terras baixas galesas.
c: O comandante PWFH aterra a máquina à campeão, com um braço pendurado de fora do cockpit e palito ao canto da boca.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Highlanderspottting - Cap. I

"Escolhe a vida. Escolhe um emprego. Escolhe uma carreira. Escolhe uma família. Escolhe uma televisão grande como a merda, escolhe máquinas de lavar, carros, wii's e abre latas automáticos. Escolhe boa saúde, colesterol baixo e seguro contra todos os riscos. Escolhe um plano poupança reforma. Escolhe a primeira casa. Escolhe os teus amigos. Escolhe fatos de treino e idas ao hipermercado. Escolhe fatos janotas em prestações acessíveis numa variedade de tecidos do caralho. Escolhe a bricolage e perguntares-te quem és a um domingo de manhã. Escolhe sentar-te nesse sofá a ver programas idiotas apresentados por moças voluptuosas, a enfiar comida de plástico pela goela. Escolhe apodrecer no final de tudo isto a dar as últimas mijas, nada mais que um embaraço para os egocêntricos dos imprestáveis que geraste para te substituírem. Escolhe o teu futuro. Escolhe a vida... mas porque é que eu faria tal coisa?" -pensou CBlues já dentro do avião- "Eu escolho não escolher a vida. Vou escolher outra coisa qualquer. As razões? Não há razões. Quem precisa delas quando se é imortal" pensou CBlues enquanto via grassa a desajeitadamente colocar as malas para revista, sob o olhar de escárnio dos guardas e outros passageiros. Ela suspirou, já faltava pouco.

Já dentro do avião grassa não se calava sobe como sempre que estava perto de CBlues sentia algo tão forte, como nunca tinha sentido antes. Algo que o grassa chamava de amor. Da primeira vez que o sentiu, foi ali às Portas de Benfica quando seguia na passadeira e a viu do outro lado da rua, a sensação bateu-lhe forte, ficou parado no meio da rua e foi aí que Grassa sofreu o acidente que lhe mudaria a vida para sempre. A condutora saiu do carro e aproximou-se de grassa mesmo antes de ser levado para a ambulância, grassa teve apenas temmpo de olhar para a mulher e exclamar "nessa cara quem manda é o olho direito, sua visgarolha". CBlues entrou na ambulância com ele, foi sempre com ele até ao hospital. Recebeu a notícia de que ele não tinha sobrevivido, esperou mais um pouco e recebeu a noticia do milagre que tinha acontecido e que afinal Grassa estava consciente e a recuperar de forma extraordinária. A partir daí Grassa apaixonou-se, irremediavelmente.

Venha outro:

a) Uma cena fixe
b) Outra cena diferente da primeira, mas igualmente fixe
c) Uma cena com conotações sexuais fortes que acontecerá apenas na história final.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Grassita quer ser puta

Segunda-feira de manhã a Grassita vai para as putas:

As conversas são animadas no pátio da bordel.
Este fim-de-semana fizemos uma grande orgia na praia.
- Eu fiquei na tasca; mascarámo-nos com os vestidos velhos da mamã enquanto o papá via a televisão.
Mostra o que tens dentro do teu cesto - pediu a Grassita à Estefânia.
- É uma vibrocenaita branca que ganhei na feira.
- Uma vibrocenaita verdadeira? A Grassita não tem tempo de perguntar mais nada à sua amiga. A Mistress chama com insistência as retardatárias. Grassita vem para dentro.Cada um arruma as suas coisas no vestiário.
- Vou esconder a minha vibrocenaita em cima do armário diz a Estefânia.
- Devias era guardar esse bichinho na tasca. Aqui, arriscas-te a arranjar sarilhos.
- Não posso, por causa do meu chulo. Mas esta tarde vou levá-lo para a tasca do meu primo Nicolau.
- És tu a nova puta? - pergunta a Grassita.
- Sou, sim; chamo-me Cíntia… Estou um pouco desnorteada, sabes?
- A aula é ao fundo do corredor. A Mistress é simpática. Vais ver… Vem comigo. Eu vou guiar-te.
- Esta é a Cíntia - diz a Grassita entrando na sala de massagens com a nova puta.

A putaria quase entra em festa. Já esperavam a Cíntia com impaciência. Uns dias antes a Mistress tinha anunciado a sua chegada.
- É indiana - diz o Francisco ao ouvido do Lourenço.
- Estás a inventar!
- Vê-se bem!… A Mistress falou-nos dela há dias. Evidentemente, não prestaste atenção!
- Cíntia, estes são os teus novos companheiros: Grassita, Estefânia, Francisco, Lourenço… toda a putaria - diz a professora.
- A Cíntia pode ficar sentada ao pé de mim?
- Pode. Mas é preciso que lhe expliques um pouco como é a vida no bordel…
Agora voltem para os vossos lugares. Vamos começar pela lição de mamada e continuar a nossa descoberta do corpo. Quem sabe onde fica a crica?
- A Crica fica mesmo no meínho da cona, Mistress.
- És capaz de nos indicar esse sítio na tua colega?
- É aqui, perto da regueifa.
- A Crica é muito longe? - pergunta a Grassita.
- Claro que sim! É preciso ir de foguetão para lá chegar.

Perto do bordel fica a sex-Shop. AMistress leva lá regularmente as putas. Aqui ninguém se aborrece. Na sala de leitura há álbuns ilustrados, romances, livros científicos e revistas. Todas estas obras estão numeradas, registadas e arrumadas em prateleiras.Quem quer ler inscreve-se à entrada, falando com a empregada.
- Todos ao mesmo tempo não, por favor… Um pouco depaciência!
A Grassita gostaria de levar todos as vibrocenaitas da loja.
- Aquele ali é giro. É de cavalo!
- Este eu já meti. Tenho a certeza de que vais gostar.
As putas encontram-se todos no bordel. Olha, um menino a chorar!
- Que te aconteceu? Caíste?
- Perdi a minha cristaleira. Não posso ser chupado.
- Não te preocupes. Hás-de achá-la. Vais ver… E tu, Sebastião, dói-te a cabeça?…
- Tenho o barrete na cabeça porque estou sempre com frio.
- Está bem! Mas não fiques aí, pateta! Vai brincar com os teus companheiros. Assim, já aqueces. O bordel é para isso!
- Vem para a cama, vem depressa, Grassita! - chama a Cíntia.
- Francisco, David, Estefânia, dêem as mãos. Vamos passar por debaixo da crica. Ó senhor barqueiro, deixe-nos passar…
Acabou-se o bacanal! A Grassita e os colegas vão para as ruas.

Claro que nas putas aprende-se a mamar, a lamber, trincar e dar o rabinho, mas também há Trabalhos Manuais, e, duas vezes por semana, Ginástica.
- Abocanha as bolas, Grassita! Não, assim não. Com as duas mãos. Hás-de conseguir, basta treinares um pouco.E agora, uma cambalhota:
- Vamos, vamos, o que se segue! Este exercício exige agilidade.O Manuel não participa nos exercícios esta semana porque partiu um braço. Foi enrabado por um "nego soberbo".
Ao meio-dia, a Grassita sai da putas, almoça-se na cantina. Cada um vai buscar o seu tabuleiro ao balcão: o prato já servido, os talheres, o pão… não esquecendo o copo nem a palhinha para beber um sumo de banana.
- Tens uma nova colega?
- Chama-se Cíntia - responde a Grassita.
- E a senha?… Encontraste-a, Frederico?- Encontrei. Estava nos meus calções de lycra.
- Que aconteceu àquele rapaz?- Fracturou um braço. E não consegue bater uma sozinho.

Depois do almoço, há grande entusiasmo no bordel. A Grassita e os colegas voltam às putas.Miúdos e graúdos reúnem-se na sala de Trabalhos Manuais.
- Vamos estudar uma posição nova Pessoa - propõe a Mistress - e depois ilustrá-la com desenhos. Quem a quer explicar? Ninguém?…
- Eu gostava de tentar - diz a Grassita.
- Muito bem. Vamos ouvir…
- É a história de um menino que tinha um pintelho de estimação. Guardava-o dentro de um chapéu enquanto ia para tasca; o menino usava chapéu por causa do Sol…
- Estás a ir muito bem, Grassita. E depois?
- O pintelho fazia cócegas ao menino! E ele andava tão depressa quanto podia para chegar a tasca e tirar o chapéu e soltar o pintelho.
- E quando o menino chegou a tasca?
- Tirou o chapéu… mas o pintelho não caiu, nem fugiu, nem isso tinha importância nenhuma… porque o pintelho… era um pintelho do tomate!Uma puta desenha o cabelo do menino com muitos pintelhos castanhos, cheios de voltas.
A Cíntia desenha a tasca do menino. É azul e a mãe do menino está à porta à espera dele. O Francisco recorta imagens de uma revista porno: uma tasca de telhado vermelho com uma sala de chuto em redor. As beatas caem: amarelas, cor de cobre, castanhas.
- Podemos levar os desenhos para tasca, Mistress?
- Eu também quero; gostava de mostrar o meu à minha mamã.- Com certeza!… Vamos expor os mangalhos na sala.
Depois podem levá-los para tasca.- Arrumem tudo nas pastas e lavem os tomates. Está um tempo magnífico. Vamos aproveitar para descer até ao rio. Veremos o que se passa à beira da água.
- Podemos apanhar doenças, Mistress? - pergunta o Francisco.
- E sifilis? - acrescenta o Frederico.
- Está bem, mas depois atiram-nas outra vez à água.- Contanto que encontremos espermatozóides. Podemos levá-los para a bordel, metê-los no aquário e, quando crescerem, deitamo-los outra vez ao rio!Os cabeçudos são engraçados. Fazem ziguezagues. Agitam-se. Nunca estão sossegados.
- Quem vai limpar o aquário? Quem vai mudar a água regularmente? Se ninguém o fizer, os espermatozoides ficam sem oxigénio e morrem - lembra a professora.
- Faremos o que for necessário: está prometido - diz a Grassita.

A campainha toca: por hoje, as putas terminaram, arrumam rapidamente as suas coisas.
Os mais apressados já estão cá fora. À saída da bordel, os pais esperam-nos, os putanheiros fazem bicha.
- Então, como passaste este primeiro dia? - pergunta a mãe da Cíntia.
- Olha, mamã, esta é a Grassita, a minha nova amiga - diz a Cíntia.
Outros esperam o autocarro. As pastas amontoam-se no pátio da bordel. A Estefânia traz o cesto com o vibrocenaita branco.
- Espero que o Nicolau queira ficar com ele e não o deixe fugir!
Cá está o autocarro! O condutor reúne as putas tocando a buzina. A Grassita, de pasta às costas, monta na sua bicicleta sem selim:
- Boa tarde!… Até amanhã, Cíntia.
Sente-se feliz. A sua nova colega é verdadeiramente simpática.
- Adeus, Grassita!
E assim a Grassita acaba com um dia em cheio, é duro ser puta!

PWFH e a festa de anos

Falta pouco tempo para o dia dos anos do PWFH. A mãe até já disse:

- Vamos dar uma festa muito bonita no jardim. Deves enviar cartões de convite.

E o PWFH escreveu aos seus amiguinhos o seguinte:

PWFH vem convidar-vos para a festa do seu aniversário, em sua casa, na próxima quarta-feira. Terá grande alegria em receber-vos. Haverá música, jogos e uma surpresa.”

Para não esquecer ninguém, PWFH fez cuidadosamente uma lista das direcções. Agora, não tem mais do que escrevê-las nos sobrescritos.

-Convidaste a tua amiga CBlues? -perguntou a mãe de PWFH.

- Convidei, e também o "amiguinho" dela, o Grassa.

Todos os amigos de PWFH responderam ao convite. Vai ser uma grande festa.

É a altura de começar os preparativos.

Olha que bonito vestido estou a fazer para ti disse a mãe de PWFH. - Queres experimentá-lo?

- Com certeza. Estou tão contente!

- Cuidado. Olha os alfinetes. Não te mexas agora… O vestido vai-te ficar muito bem.

O AD, esse, prefere ir brincar para o jardim.

O tiagugrilu já lá está, muito ocupado no arranjo de um recinto de atracções.

Cuidado, AD, não vás apanhar com alguma tábua na cabeça.

- Bom dia a todos-diz o A da vizinhança que acaba de chegar com panos de tenda.

Entretanto, o PWFH foi à cabeleireira. Marcou a hora, como a mãe, e reservaram-lhe a vez.

A cabeleireira faz por se despachar, pois sabe que o PWFH ainda tem muito que fazer em casa. Bem vêem, não é todos os dias que festejamos o nosso aniversário.

-Senta-te por debaixo do capacete-diz ela a PWFH.

Não vai demorar. Verás como ficas bem penteado.

Chegou o dia fixado para a festa. Tudo está em ordem : os vestidos, os bolos, o jardim. Que sorte! Nada esqueceu.

Está a porta aberta para receber os amigos.

Feliz aniversário, PWFH ! …

- Oferecemos-te uma linda pulseira-diz a CBlues.

E uma caixa de costura! E uma lapiseira!

PWFH está radiante e agradece aos seus amiguinhos. Abraçam-se beijam-se. Todos estão contentes.

- Vamos ver quem está a tocar à campainha?…

É da florista. Trazem um ramo de rosas para o PWFH.

Quem enviou aquelas flores?Vamos já saber. Com o ramo vem um cartão de visita. No cartão está escrito:

“Para o PWFH, desejando-lhe um feliz aniversário.

Com muitos beijos da madrinha e do padrinho.”

No jardim, começa agora a festa. Sabem jogar à cabra-cega?

Ata-se um lenço de modo a tapar os olhos do PWFH.

Este, sem ver nada, procura apanhar os seus amiguinhos.

Atenção… atenção… Foi agarrado o tiagugrilu, que, por sua vez, põe o lenço.

Cá estamos no recinto das atracções. Quem é capaz de abater com um só tiro aquela pirâmide de caixas de conserva?

E de pescar uma garrafa com um anel?

- Eu, eu!… - diz o A.

- Olhem, ganhei um polichinelo de peluche. Uau!

Para festejar o aniversário da dona, AD preparou um número de circo. Treinou-se durante oito dias. Reparem o que sabe fazer agora.

Equilibra-se nas patas traseiras, enquanto PWFH conta até doze. Depois dança na corda e salta atrás da bola. Todos o aplaudem com entusiasmo.

Quando AD estava quase a terminar o número, PWFH foi buscar o seu avental branco. É ele quem vai servir os refrescos aos seus amigos.

- Quem quer laranjada?

- Prefiro groselha.

tiagugrilu vestiu-se de paniiiisgas.

- Querem bolinhos de amêndoa e maçãs assadas?

Decididamente, PWFH e a mãe pensaram em tudo para que a recepção fosse um êxito.

-Quem não tem ainda uma gaita?- Grassa ainda não tinha uma gaita...

-Venham ver que lindos chapéus!

-Este fica-me muito bem.

-Eu gostava de um boné.

-Não se empurrem.

Há chapéus para todos: azuis, encarnados, verdes.. .

Agora vamos ouvir música. Oh, que lindo gira-discos! Foi o pai do PWFH quem lho ofereceu.

- O que havemos de tocar?

- KoЯn, diz o grassa.

-Não-replica PWFH-, isso é música para meninas.

- Vamos antes tocar um Dino Meira. Acho que é melhor.

Venham todos fazer uma roda. Esperem, tenho a peruca a cair-riu CBlues-. Colocaram AD no meio da roda. Chovem papelinhos. As serpentinas ondulam ao vento.

O disco não pára; toca, toca sempre.

- Temo-nos divertido imenso nos anos do PWFH - diz um rapaz de nariz postiço. Era tiagugrilu.

- É verdade! -responde a pequenita, que traz uns óculos enormes. Afinal era o A

Começa a anoitecer. Acendem-se os balões no jardim. A mãe da PWFH chama todos os convidados para a mesa, onde estão dispostos o bolo e as guloseimas.

De um sopro, PWFH apaga todas as velas.

- Feliz aniversário! – exclamam os amigos.

Cada um recebe a sua parte de bolo.

Mas falta ainda uma surpresa …

… Aquela que o pai do PWFH preparou no maior segredo.

É uma vaca de fogo!!, com fogos de Bengala e sóis que giram a toda a velocidade, espalhando faíscas.

Aqui rebentam petardos. Além assobia um foguete. AD não se sente tranquilo.

Felizmente PWFH pegou nele ao colo. Os meninos, esses, estavam nas suas sete quintas…

E,assim termina uma festa que deixará belas recordações.

São horas de voltar para casa.

Toca, senão para a outra vez os amiguinhos do PWFH não poderão vir festejar o seu aniversário.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

PWFH, há Cavalo.

[O texto que se segue é uma adaptação extremamente javardolas da história Anita a Cavalo, à qual foram apenas acrescentadas/substituídas as palavras que estão a italico. Leiam primeiro o original, por favor.]

Sexo, drogas, e picadeiros:

PWFH foi aprender equitação para casa do tio Filipe, que é criador de cavalos.
Estes são os antepassados dos meus “puro-sangue” - diz o tio, mostrando os quadros da sala de estar. - Este é o Centauro e aquele o Ramsés II.
Não são formidáveis ? Mas tu deves estar com vontade de ir ajeitar a cristaleira. Vou chamar o teu primo.

É precisamente o primo Gil quem atravessa o pátio : vem da aldeia, onde foi comprar uma seringa.

- Bom dia, PWFH. Bom dia, Pantufa … Como vêem, temos um novo drógádo. Espero que se dêem bem os três.

Pantufa abanava a cauda, saudando o novo amigo.

- Se quiseres, vamos já experimentar o cavalo - diz o primo Gil a PWFH.
- Vamos, sim. Gostava tanto ! - responde PWFH.

À porta da cavalariça, dois cavalos esperam os visitantes. Um é castanho e chama-se Vulcão. Outro é baio e chama-se Faísca.
Quem injecta Vulcão, gosta muito de festas nos tomates. Quem injecta Faísca desconfia dos cãezinhos que não conhece e por isso relincha e bate com a pixota no chão.

- Estão de castigo? - pergunta o Pantufa.
- Não - respondem os pardais - estão a ressacar.
- Quem está dentro deste compartimento ? pergunta o PWFH.

- É a "égua" Penélope, aquela que andava sempre a esfodaçar o Pantufa. Vai ter um "potrozinho" - responde o primo Gil.
- Posso vê-la ?
- Não, não, ela está muito cansada. Depois de ter o "potrozinho" já poderás vir dar-lhe os bons-dias.
- Vai ser preciso arranjar ganza para o "potro" diz o primo Gil.
- Está bem, vamos buscá-la imediatamente. Eu ajudo-te, se quiseres. Aqui está um carrinho de mão que me convém. A ganza está no celeiro. Do meio da ganza salta um drogadinho, que saiu do seu esconderijo.

Pantufa persegue o carocho até ao pátio. E no pátio está … uma dose de cavalo !

- Não sou uma dose de cavalo. Sou um pónei, e chamo-me Corredor - diz o animal, todo ufano.
- E eu sou Pantufa, o cão. E este é PWFH, o meu dono.
- Ele é frito?
- Frito? Que é isso?
- Vê-se logo que não percebes nada do assunto diz o Corredor.

Pam, pam, pam … É o moço da estrebaria que está a ferrar de novo o cavalo Meteoro, bisneto de Ramsés II, o favorito do tio Filipe.

- Deve doer-lhe, quando metem um ferro no cú, não? - pergunta o Pantufa.
- Não dói nada - responde o galgo -, porque o ferro entra só no recto.
- Queres experimentar injectar cavalo? pergunta o primo Gil a PWFH.
- Sim, gostaria muito… Que estás tu a fazer?
- Estou a selar a Diana, a "égua" mais mansa do tio Filipe.
- Olha, olha, está injectar cavalo - murmura o Pantufa.

Sela, rédeas, estribos … Está tudo em ordem. Só falta verificar a cenáita.

- Pronto, já podes montar, PWFH. Não, assim não! É preciso pôr o preservativo no estribo.

- Não é fácil injectar cavalo.
- Vou ajudar-te - diz o primo.

Para aprender a injectar cavalo é preciso treino.
Um, dois, um, dois … A Diana anda à volta do picadeiro.

- Vai tomar a pixota nos dentes ! - grita PWFH.
- Não vai, porque eu estou a segurá-la pela arreata.
- Tão depressa não, tão depressa não !
- Não é bem esta a posição correcta para montar a Diana, mas amanhã será melhor.

No dia seguinte, PWFH fez progressos e no terceiro dia ainda mais. Diana tornou-se a sua montada preferida, depois de injectar cavalo.

Todas as manhãs a "égua" espera um torrão de cavalo e, quando vê chegar o seu novo dono, faz-lhe um grande fellatio sacudindo a cabeça.

Após longo treino, PWFH tornou-se excelente drogado. Agora passeia pelo campo e sente-se perfeitamente à vontade sobre a "égua".
As pessoas ouvem-na vir-se ao longe e voltam-se à sua passagem:

- Viram passar o PWFH depois de dar no seu cavalo?
- Vimos. Ia tão veloz como o vento.

Quando Diana desce a colina a gemer, os melros levantam voo e a lebre esconde-se com medo. Diana pára à beira do Bar de Shots.

- Não bebas muito depressa - diz a PWFH à "égua" -, pois podes ficar doente.

Mas quem vem aí? É o Pantufa e o galgo do primo, que chegam esbaforidos.

- Donde vêm vocês ?
- Estávamos aborrecidos em casa e resolvemos vir fumar ganzas - diz Pantufa, que chega quase sem fôlego.

Hoje é um grande dia para PWFH, pois há um concurso de cumshots, organizado pelo clube da Esporra de Ouro, e ele bem gostaria de ganhar o primeiro prémio.

Para isso, é necessário que a Diana tenha um porte altivo. PWFH sobe para uma cadeira, escova a "égua" e penteia-lhe a crina.

- Não te mexas. Eu não demoro muito tempo, e vais ficar linda, linda…

O concurso começou. Os concorrentes vieram de todas as terras vizinhas.
Agora é a vez de PWFH. Ele aí vem, montado na sua "égua". Tem de saltar o obstáculo sem o fazer cair. Oxalá a Diana consiga! …

Hop, já está !

Felizmente que a Diana não se recusa aos obstáculos. Há ainda uns dez a transpor. Mas PWFH passa-os todos, sem derrubar nenhum. Depois anunciam ao microfone:

Primeiro prémio: menino PWFH.

O presidente do júri levanta-se e diz:
- Aqui está a taça oferecida pelo clube da Esporra de Ouro. Os meus parabéns. Todos o aplaudem. Os jornalistas fazem perguntas:

- Quem lhe vende o seu cavalo?
- Uma fotografia, por favor, para meter na Net !

PWFH sente-se muito feliz. Acaricia a Diana e pensa no tio Filipe e no primo Gil, que foram tão amáveis para ele. Sem eles, como teria conseguido aprender a montar?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Uma Aventura Com tiagugrilu, Cap. XV

Parte 3

se chegou agora comece a ler onde diz parte 1, 3 posts abaixo.


Tiagugrilu acorda numa cama que não é dele. "Mãe?" diz ele "Que horas são?"
"Shiu" diz uma voz feminina. "Estás a dormir há mais de 3 horas. Sentes-te bem?"
"Sim. Tive um sonho incrivel, que andava viajar no tempo, que a CBlues tinha vazado a vista ao Camões, o AD tinha assustado o Newton de tal maneira com o seu corpo masculinamente viril, que o Newton acabou por ganhar medo de mulheres e dedicar a sua vida à ciência. Por ironia do destino, o grassa inventa a faca de peixe e o fixe and chips e ainda mandamos o salazar abaixo da cadeira..."
Ela sorriu e disse-lhe "Não te preocupes, estás são e salvo, aqui de volta à bela Abrantes de 1981."
"1981!?" gritou tiagugrilu!
"Sim, os teus amigos trouxeram-te para aqui, depois de teres batido com a cabeça num pedregulho"
"Amigos!?" tiagugrilu apressa-se a sair da cama e a perguntar onde estão os amigos. A rapariga leva-o até onde eles estão com o marido da senhora, a beber umas cervejas que ele acabou de ir comprar ao mercado. Pelo caminho ele nota que ela está grávida, de já alguns meses. Assim que chega à mesa, o resto do pessoal recebeu-o rindo e felizes por o ver. Estavam bêbados.
"Xinamén!" exclama o dono da casa quando vê tiagugrilu a descer pelas escadas, "tens aí um galo e tal, não tarda nada já tá a cantar!"
"Eu acho que já começou", disse tiagugrilu.
"Então, como é que tu te ajeitaste a bater com a cabeça daquele jeito, rapaz? Senta-te aí, bebe qualquer coisa." Tiagugrilu senta-se com ambos, enquanto o resto dos viajantes dormem até que lhes passe a bebedeira. Fala durante horas, sobre a vida, e as suas vissicitudes. Falaram da vespa do tiagu, de como era bonita e esperavam brevemente também comprar uma, tiagugrilu disse que era a melhor coisa que podiam fazer pelo filho que por aí vem. Os pais, como pais que são falaram de como esperavam dar um melhor futuro ao filho, para que este viva a vida como poucos se atrevem a viver. Tiagugrilu brindou a isso, pegou numa guitarra que para lá estava e tocou umas músicas do futuro.

Quando Grassa acordou e começou a meter as pendurezas junto à cara do resto do pessoal que ainda estava a dormir enquanto CBlues tirava fotos, tiagugrilu achou que essa era um boa altura para se irem embora. Despediu-se dos anfitriões desejou-lhes tudo de melhor. Meteu-se toda a gente na vespa e, meteram o xiripiti cámone e arrancaram.

-"Desculpe" gritou a mulher, "não chegamos a saber o seu nome."
-"Tiago!"
-"Bonito nome..." disse ela.

Mais uma viagem no tempo e pimbas! de volta a 2009, pregando um susto ao tiagugrilu trintão, e as gajas do "Uma Aventura".
-"Cona!" disse tiagugrilu2.
-"Cona!" disse tiagugrilu1. E sorriram os dois. E depois de o repetirem umas trinta vezes, continuam.
-"Então, como correu? Foi tal e qual como me lembro?"
-"Suponho que sim, ou não estaria aqui!" sorriu tiagugrilu1.
-"Excelente! Bem, está na altura de ir ao LIDL e aviar as minhas cervejas para o caminho."
-"Mas..." disse tiagugrilu1 a medo.
-"Sim? Que foi?"
-"Bem, pensei que eu te fosse sodomizar à bruta, como o grassa fez ao clone dele"
-"Errr... Bem, das minhas memórias, não me lembro de isso alguma vez ter acontecido."
-"E isso quer dizer o quê?" pergunta tiagugrilu visivelmente desapontado...

Sorrindo, tiagugrilu2 diz que apenas quer dizer que o futuro ainda não está escrito, que tudo o que se passa a partir de cada momento, é dele para descobrir, experimentar e viver! Que é por isso que lhe chamam presente, uma surpresa que ele pode ou não abrir. O futuro é o que quer que ele faça dele. Tiagugrilu1 sorri, monta na vespa de tiagugrilu2 e juntos vão até ao LIDL.

Tiagugrilu1 no meio da balbúrdia das promoções e produtos de marca esquisita, sodomiza tiagugrilu2.

O Fim

Uma Aventura Com tiagugrilu, Cap. XV

Parte 2

"As naus, os vendedores de especiarias, não há que enganar era Lisboa Quinhentista", comentou tiagugrilu. Escondem a vespa numa das ruas sujas de Lisboa e vão até ao bairro alto, a uma casa de prostitutas. "Foda-se!" exclama PWFH, "tenho que ir vazar a água à cristaleira!" e sobe um dos lanços de escada que para lá havia. CBlues, que também já não aguenta vai com o PWFH à procura da casa de banho. Mal sabiam eles que na Lisboa Quinhentista a casa de banho era a rua... tentaram todas as portas que passaram até que finalmente uma estava aberta e entraram para espreitar! Ouve-se um grito do outro lado, sem se saber exactamente por que, um gajo estava do outro lado da porta a espreitar pela fechadura. "Desculpe" diz CBlues. "oh! minha grande imbecil, que me vazas a vista tão cedo desta vida descontente", replicou o senhor. CBlues continua "eu não o vi aí atrás da porta, está bem?". "Meu olho é fogo que arde sem eu ver. É ferida que dói que tu não sente. Aí que descontentamento, descontente."
"Vá, também não precisa de exagerar. Olhe, vou fazer aqui um curativo com este paninho preto e vai ver que fica como novo em pouco tempo. Pronto, já está"
"Muito obrigado, menina. Posso saber seu nome?"
"É Dinamene, caro senhor"
"Dinamene.... E o seu, jovem?"
PWFH, não percebendo porque é que CBlues tinha mentido e engasgando-se diz "vais mas é à...aAdamastor... é isso.". E foram-se embora. PWFH pergunta a CBlues porque é que mentiu à cerca do nome, ela responde que não mentiu, o C em CBlues era de Dinamene.

Quando chegam a baixo o resto do grupo encontra-se rodeado de frades, que passavam por lá para usufruir dos serviços das meninas. De pressa apercebem-se que se tratam de inquisidores que se acercaram do grupo devido à indumentária de cores berrantes e aspecto no geral limpo, tão estranho àqueles tempos, tirando o AD que era o único que não destoava.

PWFH tira a camisa, revelando toda o poderio das suas tatuagens, como uma visão infernal e de um tom de voz nos fala horrendo e grosso, que pareceu sair do mar profundo "Aqui espero tomar, se não me engano,de quem me descobriu suma vingança; E não se acabará só nisto o dano". Arrepiam-se as carnes e o cabelo a mim e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo. "Eu sou aquele oculto e grande caralho a quem chamais vós outros Tormentório", continuou. Isto tudo sobre o olhar petrificado dos frades, do homem do olho estragado e dos restantes viajantes do tempo.

Aproveitando a entrada heróica de PWFH, fugiram porta fora em direcção à vespa, montaram e seguiram estrada abaixo, fugindo da inquisição, e assim que atingiram a velocidade necessária lá foram eles, ainda mais longe e desta feita, para o futuro...

Era uma paisagem citadina, que imediatamente tiagugrilu reconhece como a Inglaterra dos 1600! Mais uma vez escondem a vespa e foram à descoberta, agora mais seguros de si, seguem caminho para ver o que aquela época poderá trazer.

Depois de um dia a dizer "beer" em todos os pubs que encontraram pelo caminho, pagando com o ouro que o PWFH gentilmente cedeu para compra de cerveja, cansados e bêbados arrombam uma casa e vão para lá dormir, cada um arranjou um canto escondido para dormir e AD que era mais esperto que os outros deitou-se na cama. Pouco depois ouve-se uma porta a abrir e o som de passos e gente bem disposta, parecia ser um casal, um casal apaixonado. AD vendo que tinha feito asneira em deitar-se na única cama da casa, deixa-se estar o mais sossegado possivel. Ouve o som de passos a dirigir-se ao quarto, parecia os sons de passos masculinos.

"I say! Já te deitaste querida. Nem esperaste que eu te desembrulha-se na noite das nossas núpcias?". Um calafrio gelado percorre o corpo de AD, enquanto pensa que dormir nu numa casa desconhecida é um hábito que há muito devia ter perdido, pensa em todas as maneiras possíveis de fugir desta situação. É nessa altura que o homem destapa a cama onde AD se encontra, este tenta fazer o ar mais natural possivel lembrando-se apenas da uni-expressão da Vera Klodzig. O homem perplexo, foge a gritar perante a visão, gritando "Eu nunca pensei que uma mulher sem roupa fosse assim! Juro que enquanto for vivo nunca mais tocarei numa mulher ou olharei para uma vagina, que coisa horrorosa! Dedicarei a minha vida apenas à ciência, será essa a minha esposa!"

Eles fugiram da casa, bêbados, a rir em direcção à vespa, enquanto AD contava o que se tinha passado "Opá, quem é que seria?" Perguntaram. "Provavelmente ninguém que a gente venha algum dia a ouvir falar e neste caso a gerar descêndencia." e seguiram a rir em direcção a um sítio onde pudessem comer.

Chegados ao que parecia ser o restaurante mais nojento de sempre, pedem qualquer coisa para comer. Grassa pede que lhe fritem um pouco de peixe panado, com batatas fritas à parte e o resto do pessoal pede a mesma coisa. O empregado estranhou um pouco o pedido, mas assim que viu o ouro do PWFH, foi imediatamente à cozinha. Assim que chega o prato à mesa Grassa estranha que não lhe seja colocada nenhuma faca de peixe junto ao prato, intrigado resolve perguntar ao dono se existe o conceito de faca de peixe, naquelas zonas, o homem diz que não percebe do que ele está a falar e grassa passa a explicar para que serve a faca de peixe. Quando acabou o dono parecia maravilhado com o conceito, uma faca apenas dedicada à degustação de peixe. Grassa que não mais pensou no assunto, foi comer enquanto que o senhor do restaurante se dirigiu ao ferreiro mais próximo. Quando acabaram pediram café, que veio com xiripiti que guardaram para a viagem e foram para a vespa.

Mais uma vez, encosta abaixo, lá vão eles em direcção ao desconhecido.

Foush paz PUm! Pa!

Parece ser o futuro estão dentro de uma casa e acidentalmente o sidecar onde seguia grassa e CBlues bate numa cadeira, no preciso momento em que se ia sentar-se um velhinho de olhar doce e terno, que acaba por bater com o cú no chão.

"Cerejeira! Ai que eu caí da cadeira. Guarda!" grita ele. Tiagugrilu não perde um momento, liga outra vez a vespa e dirige-se ao portão de saída. Aparece a guarda que dispara sobre o grupo mesmo na altura em que tiagugrilu acelera aos 47,5 km/h...

a ser concluído...

Uma Aventura Com tiagugrilu, Cap. XV

Parte 1

CBlues arremata a discussão dizendo que tem alcance dramático para fazer ambas as personagens, grassa pateticamente tenta esconder o seu riso, CBlues continua dizendo que se alguém tivesse algo em contrário a dizer, podia discutir o assunto com um dos seus rotativos. Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada são as primeiras a concordar que CBlues fará os dois papeis, seguidos por todos os outros que por esta altura já não estavam sob o efeito dos ácidos. Saem do cinema para o estacionamento que se encontra lá à porta.

A discussão passou para qual seria o titulo do livro, que como Ana Maria Magalhães diria, é a parte que mais tempo leva às duas para escrever em qualquer uma aventura. PWFH sugere "Uma Aventura ou o caralho", seguido por A com "Uma Aventura e zombies", grassa e "Uma Aventura na Ewa Sonnet", AD concorda com grassa e adiciona uma Megan Fox ao barulho, CBlues acaba dizendo que queria "Uma Aventura na loja da Zara" e toda a gente fica aborrecida e descamba numa discussão sobre que aventura é que será escrita, tudo sobre o olhar atento das supostas autoras que tentam absorver todas as técnicas de brainstorming presentes.

Subitamente, ouve-se uma explosão, um objecto a grande velocidade vai de encontro a uns arbustos. Toda a gente se vira em direcção ao som e PWFH exclama "c*r*lho". Do meio da rama saí uma vespa, com dois sidecars, umas luzinhas brilhante, e montado em cima dela um homem de capacete. "f*da-s*" exclama PWFH. Lentamente o anónimo motociclista retira o capacete, PWFH fica silencioso, enquanto o resto da gente exclama "foda-se!!". Era tiagugrilu2! Ninguém queria acreditar e os acontecimentos do dia passado subitamente ficaram tão vivos na memória como se tivessem sido no dia anterior, que na realidade era verdade.

"Xinamén!" exclama tiagugrilu2, "nunca pensei que fosse mesmo acontecer! Aposto que estás surpreendido por me ver, não é tiagugrilu1? Lembro-me que eu fiquei surpreendido quando me vi 10 anos mais velho". Nessa altura todos se aperceberam que realmente tiagugrilu2 aparenta ser mais velho que o tiagugrilu1.

"Desculpa, mas não estou a perceber nada do que para aqui se está a passar!" exclama um tiagugrilu1 bastante irritado, "quésta cenáita!?"
"Isto é uma máquina do tempo, tiagugrilu1!" diz tiagugrilu2 "Uma máquina do tempo que tu inventarás dentro de 9 anos e a qual usarás para viajar no tempo e comprar caixotes de sagres média a preços mais baratos que os praticados nos futuro"
"Mas não há o LIDL no futuro?", indaga tiagrilu1.
"Há sim, mas o LIDL depois de anos de praticar os preços mais baixos, levou a concorrência à falência e eventualmente apenas o LIDL existia, levando a uma inflação de 3000% em todas as sagres médias!"
"NÃO!!!!" exclamaram todos.
"Mas por que uma vespa?" perguntou a Ana Maria Magalhães.
"Então, se vou fazer uma máquina do tempo, mais vale que a faça em grande estilo!". Tiagugrilu2 é o único que acena com a cabeça concordando entusiasticamente!

"E como é que funciona?"
"Bem, é simples, o motor funciona à base de gasolina normal com aditivo substituto de chumbo. Enquanto que o capacitador de fluxo, que é o responsável pelas viagens no tempo, necessita de algo mais potente para poder funcionar. Xiripiti!"
"Eu sabia!!" exclama A.
"Para viajar no tempo, têm de encontrar uma superficie suficientemente inclinada para levar a vespa à velocidade incrível de 47,5 km/h e aí serão transportados para uma localização e tempo aleatório na história da terra."

Enquanto tiagugrilu2 estava entretido com o monólogo, nem se apercebeu que tiagugrilu1 já se encontrava em cima da vespa, com PWFH, grassa e CBlues num sidecar e A e AD a discutir no outro sidecar sobre quem ficava com o lado que não era do escape.

"Xau palerma!" gritam em uníssono, "espera lá..." exclama tiagugrilu1, lembrando-se que o palerma era ele, apenas mais velho, e acelera!

Tiagugrilu2 sorri e vira-se para Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, que nesse momento discutiam se o título devia ser "Uma aventura no Passado" ou "Uma aventura no Futuro" e diz "Tal como era suposto :)"

Nesse momento já tiagugrilu1 alcançava os 46,9 km/h, toda a gente estava feliz, menos o A que levava com o fumo do escape. Ao chegar à incrível velocidade de 47,5 km/h a vespa começa a brilhar e eles avançam... para o passado!

a ser continuado..

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Uma Aventura Com tiagugrilu, Cap. XIV

"Ai, estes miúdos de hoje e os ácidos de hoje," diz a Ana Maria Magalhães da última fila do cinema. "Já têm a droga toda feita. Aquilo é só comprar, consumir e já está. Não admira que este país não ande para a frente."
"É bem verdade, é o que é. No nosso tempo - lembras-te? - não havia cá estas dietilamidas de ácidos lisérgicos e sintetizações de Claviceps purpúreas pré-fabricadas," afirma a Isabel Alçada. "No nosso tempo, se quiséssemos induzir de forma psicadélica os nossos sistemas neurotransmissores seratononérgicos e dopaminérgicos, tínhamos nós próprias de fazer uma série de testes laboratoriais para extrair a substância em questão e constituir barbitúricos à medida."
"Tss, vê lá tu que até destroanfetaminas e metanfetaminas estes mimados de hoje têm!," replica a Ana Maria Magalhães.
"Eu não sei onde é que este mundo de preguiçosos vai parar," corrobora a Isabel Alçada.
"Mesmo assim, estes pivetes têm potencial, não achas?"
"Para o quê? A minissérie? Agora que falas nisso..."

Ambas se levantaram do desconforto das cadeiras do cinema e perguntaram para o ar: "Olhem, os meninos desculpem, mas por acaso não estariam interessados em desempenhar os papéis principais de uma série de adolescentes que, para onde quer que vão, seja um bosque ou até mesmo o alto mar, encontram sempre o raio de um mistério que os leva a não saborear o local onde estão e onde o Chico, uma das personagens, acaba sempre ao banano a um dos meliantes envolvidos no mistério?"

"Dude, acho que as petas zetas já me estão a dar a sério, porque até já estou a ver as tipas que escrevem "Os Cinco"," afirma o grassa.
"Pois é. Não é "Os Cinco", é o "Uma Aventura". Mas é," afiança o AD.
"É fodido," afirma o grassa. "Mas sabes o que é que é mais fodido?"
"Não. O quê?," inquere o AD.
"A Cicciolina."

, diz o AD em parceria com o grassa.
"Nós aceitamos, mas só se eu e aqui o grassa formos as gémeas. E ali o A for o nosso caniche. O... - como é que ele se chama? - ... Pratinho de Moelas."
"Caracol."
"Isso. Sabia que era um acepipe."

"Por mim é na boa," diz o tiagugrilu, "mas só se eu for o Paulo."
"Pedro."
"Isso. Sabia que era um acepipe."

"Então e quem fará de Chico?," inquere a Isabel Alçada.
Todos apontaram para o PWFH, incluindo o próprio PWFH.

"Bem, vocês a decidirem quem são é sempre a abrir," constata a Ana Maria Magalhães.
"Ya, é sempre a abrir," afirma o grassa. "E sabes o que é que também é sempre a abrir?"
"Não. O quê?," inquere o AD.
"As pernas da Cicciolina."

, diz o AD em parceria com o grassa.

"Eu cá não me importava de fazer de Faial. Ou de João. Ou de João Faial. Ou de João Pedro Pais. Ou dos pais do João Faial. Ou de ilha do Faial quando o João e o Faial lá forem," declama a CBlues.


Quem fará, afinal, de João e de Faial?


a) A CBlues. Dos dois.

b) O A fará de Faial, o tiagugrilu passará a fazer de Caracol, a CBlues fará de Pedro, o Pedro fará de Faial e o Faial fará de A. E o João que se lixe.

c) A CBlues fará de João e o palhaço fará de Faial, isto imediatamente antes de ele, o Pai Natal, o coelhinho e o Michael Jackson irem no comboio ao circo e, de passagem pela sala de cinema, oferecerem boleia ao grupo e às duas escritoras.