Segunda-feira, 4 de Julho de 2011
Cap. I (e, se houver juízo, único)
Digita rapidamente o endereço - rapidamente mas não sem (vamos chamar-lhe erros) erros que o levaram a passar 'acidentalmente' primeiro pelo chickswithdicks.com e pelo gostosas.com - e o site abre à velocidade possível do seu modem analógico de 56K. Finalmente, visitando pela enésima vez o Conta-me Outra Estória, AD verifica com alívio que continuava sem qualquer actualização.
"Não sei porque ainda fico tenso com isto", pensa para si próprio com um sorriso nervoso.
O computador avisa-o que tem correio. "Yay", pensa ele, "se me escreveram é porque tenho amigos." Abre a mensagem, com cuidado para não rasgar o envelope, e um violento arrepio percorre-lhe a espinha. Talvez por causa da corrente de ar que lhe apanhou as costas peludas e suadas, talvez por causa da mensagem anónima que tinha recebido: Sei o que fizeste no verão passado. LOL
Imediatamente os acontecimentos que tinham levado a que nunca mais ninguém tivesse escrito uma palavra naquele maldito blog atravessaram-lhe o pensamento. O segredo - o terrível segredo! - que mantinham guardado há quase um ano, que lhes dilacerava as almas e os impediam de se olharem nos olhos uns dos outros e até de encararem o próprio reflexo. O segredo que fazia os cães ladrarem furiosamente à sua passagem como se cheirassem o fedor da indignidade que se agarrava às suas consciências. Um segredo
"Não, pá, não, isto assim não está bem", pensa A começando a apagar o parágrafo. "O AD nunca diria algo como indignidade ou dilacerar. O gajo até dá erros de ortografia a falar, quanto mais escrever palavras com mais de quatro letras. Aliás, o discurso dele é limitado a iá, não e bué. Nem sei como é que ainda está vivo. Não, isto não está em termos. Vou antes alterar para o Tiago."
"Devia cortar as unhas", pensa tiagugrilu olhando os dedos pousados sobre as teclas do portátil. "Mas", dá continudade ao raciocínio, "depois como é que tiro a cera dos ouvidos?" E sorri para si próprio certo de que é de dilemas destes que a filosofia nasce e floresce.
"Hum...", pensa Grassa afagando a sobrancelha. "se calhar ter o A, um tipo do norte, a escrever tanta coisa sem dizer uma única asneira não é muito credível."
"Agora bou puôre o Tiago a buber um fino e a quemer uma frãocesinha em frente à Tuorre dos Clérigos", pensa A beijando o cachecol do FCP. "Fuoda-se, que espectaculáre!"
"Assim se calhar também está demasiado estereotipado", pensa Grassa afagando as suíças. E os mamilos. Do A, que se encontrava deitado a seu lado.
- Pronto, já cá faltavam as referências homoeróticas.
- A sério, quantos anos é que vocês têm, 15?
- Vocês?! Quem está a escrever isto é o A!
- Eue?! Puonham-se mas é nas putas, pá. Uolhem ali em baixo a dizer AD.
- Fónix, man, eu não te escrevia a falar assim, pá. Tenho mais classe que isso. Isto é coisa do Tiago ou do Grassa que me hackaram a conta. De certezinha absoluta, ou eu não me chame Anarquista Duval.
- Tenham dó, a minha mãe lê isto...
a. ?
b. ?
c. Não acontece absolutamente nada; tudo não passou de um sonho do PWFH sobre o Grassa a escrever sobre o A a escrever sobre o Tiago e sobre o AD. O blog nunca mais foi actualizado e todos viveram felizes para sempre. Todos menos o AD, que sempre desconfiou da felicidade.
Quinta-feira, 22 de Julho de 2010
HISTÓRIA DE ENCONAR
Capítulo I

Era uma vez uma gaja boa, que ia a atravessar o Martim Moniz fora da passadeira, direita ao Centro Comercial Caril para comprar papadams com cominhos, noodles chineses de carne de vaca e umas chamuças de carne de ra..., PERDÃO, DE VACA, da tasca do Sr. Raji Charmutakir.
Fagundes Calábrio, pedinte coxo, cego de uma vista e vesgo da outra, sem um colhão (vendeu-o por 15 dias de almoços a uns senhores de uma cervejaria na Almirante Reis famosa pelos túbaros de carneiro que servem à clientela) e com fissuras anais de comer os restos das tascas africanas do Centro Comercial da Minoria e que as curava com cataplasmas de óleo de palma e umas ladaínhas de uma velha que dormia ao lado dele debaixo das arcadas, e que conhecia o sítio como as palmas das suas mãos, cabeludas de tanto escamar o besugo como se não houvesse amanhã enquanto observava as freguesas africanas do centro Comercial a menear as ancas e coçarem o sarro dos refegos, estava à coca, pois tinha acabado de ver passar o 28 apinhado de turistas e carteiristas.
O guarda-freio, que estava a tentar sacudir uns putos que iam à pendura, enquanto procurava - perturbado - explicar a uma turista checa de calções enfiados pelas bordas e que fazia jus como poucas outras à expressão 'camel toe' que não lhe podia trocar 50 euros para comprar um bilhete de eléctrico, ia distraído com tudo isto e com a baba que lhe escorria à vista das bordas da turista, e Fagundes, rato velho da zona, percatou-se disso.
Rápido como uma flecha, pegou no ramo de árvore que lhe fazia de muleta, encaixou-o debaixo do braço, tendo tido o cuidado de calçar o sovaco com meia lista telefónica por causa dos hematomas que o ramo lhe causava, e apertando as calças, fazendo um nó de sapato com o garrote que tinha encontrado abandonado junto a um local habitualmente frequentado por toxicodependentes, voou ao pé coxinho em direcção à gaja boa, dando-lhe um pontapé digno de um Chuck Norris ou de um Steven Seagal, com a perna boa, claro, que a projectou energicamente em direcção ao passeio, onde aterrou numa poça de um líquido algo fétido e amarelado que estava a ser lambido com asco por dois rafeiros pulguentos só naquela de ver se aquilo se conseguia ingerir.
Apercebendo-se do que o indigente por si fizera, com o rosto inundado de lágrimas e o resto do corpo ensopado no tal líquido algo fétido e amarelado, e a felicidade de quem ganhou a taluda estampada no rosto, agradeceu a Fagundes Calábrio, ao que este retorquiu com um ainda vago sotaque que se lhe colou ao palato desde os tempos do seminário em Viseu: Obrigada, não, baiss'ass calssinhass! E a gaja boa, agradecida, numa artéria da capital que se dirige à Mouraria, e entre uns caixotes de papelão, baixou-as.
O que acontece a seguir?
A. Fagundes Calábrio decide satisfazer oralmente a gaja boa, e a julgar pelo arfar e gemer da gaiata, tinha jeito para a coisa (ou então era ela que andava muito necessitada). No meio do chavascal, a gaja boa fecha as pernas num espasmo involuntário de prazer e parte a placa de Fagundes Calábrio que lhe perfura a bochecha esquerda, alojando-se no interior da coxa da gaja boa, e cravando-se profundamente na parede. fagundes e a gaja boa, ficam irremediavelmente presos um ao outro.
B. Estavam Fagundes Calábrio a conhecer bíblicamente a gaja boa e a aproximar-se do Armagedão, quando um paquistanês que descia da Mouraria onde partilhava um T 0,50 com mais 32 camaradas, afastou um cartão de um esquentador Junkers de 10L que cobria os amantes e, solícito, perguntou: QUÉ FRÔ?
C. Na premência de baixar as calças a Fagundes Calábrio - e vá-se lá saber se a pressa decorria da ansiedade de consumar o acto, se de se despachar para se por a milhas dali e passar o resto da tarde dentro de uma banheira de lixívia, essência de terebentina, benzovac e umas gotinhas de chanel nº 5 - o garrote que prendia as calças de Fagundes Calábrio soltou-se com uma energia anormal, e vazou o olho vesgo de Fagundes.
Uma Produção Independente
apresenta:
Segunda-feira, 10 de Maio de 2010
Domingo, 9 de Maio de 2010
Terça-feira, 27 de Abril de 2010
A Grileia - Canto VI
"Desculpa, o que é que disseste?", interrompe AD.
"Euh... ia perguntar-vos se devíamos..."
"Não, não é isso. O que é que nos chamaste?"
"Amigos?..."
"Amigos?!", exclama AD abrindo os braços e rebolando os olhos de forma exasperada.
"Não somos?...", pergunta A com o lábio inferior já algo tremelicante.
"Iá meu, somos, claro pá, então?", dispara Grilu de pronto. "Até temos estas pulseirinhas a condizer e tudo."
"Mas não chamas amigos aos amigos, isso é bué gay, man.", continua AD, "Ou chunga, se o disseres de forma nasalada."
"Amiguinhos? Companheiros?"
"Piorou..."
"És mesmo homofóbico, dude. Que mal há em tratar os amigos por amigos?", atira Grassa.
"Pá, chamares amigo a um tipo é o mesmo que lhe dizeres «quero passar-te óleozinho pelo corpo para depois fazer amor contigo de forma extremamente terna e ficar abraçadinho a ti até amanhecer.» Ou «passa a carteira e o telemóvel ou levas uma chinada.»"
"Compinchas?" A continuava a enumerar as alternativas que lhe ocorriam.
"Então, para ti, qualquer demonstração de apreço entre homens é sinal de homossexualidade?", pergunta Grilu.
"Depende de como for dito. Se for complementado com «do caralho», não."
"Como assim?"
"Tipo, «és um amigo do caralho.» Ou «Antunes, você é um técnico oficial de contas do caralho.»"
"Isso não é um bocado paradoxal?"
"Paradoxal era a tua prima e casou-se!"
"Tu é que levas com o paradoxo não tarda nada", diz Grassa apontando para a braguilha.
"Ei, isso é mais gay do que aquilo que eu disse!", exclama A apontando acusadoramante o dedo.
"Não pá, insinuar que vais molestar sexualmente um amigo não é gay."
"Como não?! Isso é mais gay que mergulhar numa piscina!"
"Mergulhar numa piscina é gay?"
"Se em vez de estar cheia de água estiver cheia de homens nus, é."
"Mexilhãããããooo!", grita PWFH apontando em direcção aos fardos que boiavam à deriva na pequena baía.
"Este gajo está cada vez pior", murmura Grilu.
"Não acham que o devíamos ajudar a reverter o feitiço em vez de estarmos aqui com conversas parvas?"
a. O grupo decide que a melhor maneira de derrotar a Bruxa do Gelo é invocar a Fada do Fogo - que, por final, fala à fopinha de mafa - e, com um bocado de sorte, assistir a uma bonita luta na lama;
b. O grupo decide que a melhor maneira de derrotar a Bruxa do Gelo é fazer uma fogueirinha com os fardos para que ela relaxe e deixe de ser tão cabra;
c. O grupo decide manter PWFH sob o feitiço porque é um truque giro para fazer nas festas.
A Grileia - Canto V
- Era capaz de fazer amor com aquilo.
-Altamente! e sexy. Altamente sexy!
Olham ambos para AD que após uns 5mn de ponderada avaliação, decreta:
- Podia ser ... se não fosse.
Cagam-se a rir e decidem ir resgatar os fardos de haxixe. A bruxa não estava ali por eles, aquilo era cada um por si e o haxe para todos. Protegeram cuidadosamente as respectivas cristaleiras enquanto passavam ao lado da pedra tumular onde tinha pousado a gélida rainha, esquivando-se aos cristais que cuspia o imenso manto que lhe cobria os ombros e se estendia até onde a vista podia alcançar. " Fixe! nós lá em Fjz também temos este jogo, mas é com um malho..." pensou A.
VIRAM O GRILU? vocifera a poderosa criatura que com uma leveza supreendente dá um mortal para a frente, dois para trás, três piruetas no ar, aterra numa espargata perfeita à frente de Grassa. Ele fora o único que não se esquivara aos disparos do seu manto. "Sou magro. Muito magro e já fui atropelado 3 vezes" adiantou-se ele, adivinhando-lhe o pensamento. "Eu desenho e levo estalos das miúdas " resolveu esclarecer AD.
A rainha deslizou de volta à pedra tumular, precisava de sentar-se. Os Louboutin que tinha mandado fazer de encomenda não lhe permitiam que caísse do salto e já estava a perder a paciência com aquela gente."Ela tem mamas!" exclamou Grassa, entusiasmado, tão entusiasmado quanto A, que tinha encontrado a guitarra do Birgisson e a massacrava frenéticamente com o arco, tentando reproduzir a última dos Radiohead. Em valenska.
A lamúria chega aos ouvidos de Grilu. Horror! que é aquilo? de onde vem aquilo? Ele e PWFH seguem os acordes assassinos até à origem. "Dude! pára com essa merda, dás-nos cabo dojóvidos!"
"Foda-se, não!" returque A
"Foda-se, sim!" insiste Grilu
"Ou o caralho" completa PWFH que entretanto se agachara pois pensara ter encontrado o seu precioso palito.
Click!
No meio da discussão, Grilu tirara inadvertidamente uma foto a PWFH. Petrás.
"Mene ..." diz AD e resolve ir ver a sopa que tinha deixado ao lume e telefonar prá Fnac a confirmar as reservas para o concerto dos Tokio.
Grilu descalça as havaianas e prepara-se para a fuga ao Fanã.
"Temos molho?" pergunta Grassa " Fuck yahh!" exclama A e estão nisto quando se dão conta de um segundo vulto, igualmente imponente, mas em caliente ...
a) Ricky Martina, o transexual do reino das lendas soube que havia um homem nú na ilha ,resolve tentar a sorte e desafia a rainha para um duelo no SuperMário da Nitendo.
b) Os 4 amigos ponderam se transformam de novo PWFH e este grita "mexilhãããããooo!" apontando em direcção aos fardos.
c) A pedra tumular abre-se e engole PWFH. Será que ao passar, eles lá foram esfregar?
