A jukebox do bar debitava os guinchos de Debbie Harry enquanto CBlues permanecia imóvel procurando a presença do outro imortal. O cheiro a Axe Body Spray e Old Spice que emanava da multidão que a cercava toldavam-lhe os sentidos. Sem que tivesse percebido Atomic tinha chegado ao fim e outra música começava. Who Wants To Live Forever. Coincidência? Os duros não acreditam em coincidências, e ninguém era mais dura que CBlues. Encostada à jukebox vislumbrou uma silhueta curvilínea iluminada apenas pela luz da máquina, os olhos escondidos na sombra e visível apenas um sorriso enigmático. Vestia um sinistro, ainda que sexy, fato de látex preto e umas botas altas de saltos que não poderiam ser bons para a coluna. Rápida como um relâmpago aproximou-se dela.
"Tu e eu. Lá fora. Já!", bradou ameaçadoramente.
A estranha limitou-se a sorrir.
"Como queiras. Tanto te limpo o sarampo aqui como lá fora!", exclamou CBlues deitando a mão à catana.
"Não sou quem tu pensas.", respondeu-lhe a estranha, segurando-lhe o pulso. "Chamam-me Gata das Botas. Sou a guardiã do templo."
"Pronto, só me faltava esta. Uma jeová imortal! Ouça não estou interessada num mundo melhor nem na palavra do Senhor nem no templo dos céus."
"Não é esse templo."
"Ah, o restaurante chinês O Templo? Gosto muito dos vossos crepes. Sabem a... a... crepes."
"Também não."
"Então qual templo?"
"Eu. Eu sou o templo. Em mim se reúnem as consciências de todos os imortais."
"Todas?! Grande badalhoca..."
"Não me chames badalhoca."
"Mas és uma de nós. Sinto-o!"
"Sou imortal enquanto houver imortais. Com a morte de cada um, também eu morro um pouco. E quando morrer o penúltimo..."
"Sim?...", pergunta CBlues de olhos esbugalhados.
"Não sei.", diz Gata encolhendo os ombros, "Mas não pode ser bom para mim."
A conversa é interrompida pela caneca que voa do piso de cima do bar até se despedaçar na cabeça de McADonis cá em baixo.
"Ninguém sai daqui enquanto não descobrirmos quem atirou aquela caneca!", grita um rufia das escadas.
"Quem és tu?", pergunta o porteiro da casaca de grilo que com os gritos e a comoção entrara e estava agora a chapinhar numa poça do sangue que jorrava do crânio aberto da vítima.
"Eu? Eu sou Franco Begbie e vocês estão todos fodidos!"
Seguiu-se porrada da antiga, daquelas que só se via em jogos entre o Benfica e o Porto nos anos 90.
----
Caminhavam já há duas horas quando chegaram a um velho castelo em ruínas.
"Faremos aqui o teu treino. Agora mostra-me o que vales.", disse a sueca a Grassa atirando-lhe uma velha espada ferrugenta.
"Não preciso disso.", respondeu-lhe ele.
E imediatamente deixa cair as calças até aos tornozelos e, de masculinidade desfraldada e em riste, abana as ancas da esquerda para a direita dizendo "Vuuuuuuunnnf, vuuuuuuuuuuuunf. Tenho um sabre de luz!!"
"Pelo martelo de Thor!", exclama exasperada a sueca.
"Tu é que levavas uma martelada aqui do Thor-las, ó sueca mamalhuda."
"Inga! O meu nome é Inga!"
"Ah é? Então até sei o teu apelido."
"Sabes?"
"Sei. É Ndas. Como em Inga Ndas mamas!"
a: A e Isa saem da casa de banho com Nawita nos braços, todos com a roupa em desalinho
b: O treino de Grassa continua
c: Após a pancadaria vão todos snifar uma última linha antes de largarem o vício.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Highlanderspottting - Cap. VI
Entretanto, ao pé de um calmo lago das terras altas grassa descansa, saboreando uma pequena maçã, pensando em CBlues e em por que é que ela fez questão de darem um tempo... na Escócia, com tanto para verem juntos, enquanto bebericavam sangria. Enfim, pensou Grassa, só porque estou sozinho não quer dizer que não me possa divertir. E se depressa pensou, mais depressa começou a abrir a braguilha. Passados uns bons 30 segundos, Grassa sente uma dor.
-Já não tenho idade para toda esta excitação, pensou ele, já nem o meu coração aguenta.
Nisto aparece a Sueca, dirigindo-se para ele. Grassa aproveitando o reforço, despacha o serviço e ainda manda um "uma mama dessas cheia de vinho dava para encher duas pipas". A Sueca sorri e responde-lhe.
- Então Grassa, sempre no teu passatempo favorito, não é?
- O meu passatempo favorito é ver-te engolir.
- Vá já chega grassa, tenho assuntos importantes para tratar contigo.
- Eu só gosto de oferecer aquilo que é bom.
- Sim, bem sei, mas agora temos de falar. Corres perigo!
- Eu só gosto de oferecer aquilo que é bom.
- Ok... mas tu podes morrer.
- Eu só gosto de oferecer aquilo que é bom.
- Bem, já me estás a enervar!
- Eu só gosto de oferecer aquilo que é bom
- Bem isto vai ter de ser de outro jeito.
A Sueca, já visivelmente irritada vira-se e tira a gabardina que trazia vestida e saca da monumental espada que trazia escondida. Quando se volta para o Grassa vê que este já se encontra totalmente despido! Faz muito frio na Escócia diz grassa.
A Sueca atira-se a ele de espada em riste pronta a atacar Grassa começa a fazer os movimentos pélvicos que já lhe são tão característicos. A Sueca, já em claro desespero por não conseguir a atenção de grassa, atravessa-o com a espada. Grassa grita de forma estridente, enquanto a Sueca retira a espada do corpo de Grassa.
- Vê se paras de mariquices... não vês que tu não podes morrer?
- Eu só... gosto.. de oferecer... o que... é bom.
Reitera grassa, visivelmente cheio de dores... A Sueca espeta-o mais umas vezes, até este serenar.
- Já acalmaste?
- Eu só.. - Grassa é interrompido pelo som do aço a ser desembainhado - ..preciso de algum tempo para recuperar.
- Percebes agora? Percebes que és imortal? Que somos ambos imortais?
- Sim. Isso quer dizer que o teu hímen também é imortal? Isso faria de ti virgem!!
- Bem, isto vai ser difícil. É melhor ir logo ao assunto. O que quer dizer é que há alguns de nós que somos imortais neste mundo, vivemos e lutamos para que no final haja apenas um. Eu sou imortal, tu és imortal... e a CBlues é imortal.
- Que a CBLues era imoral já eu sabia!
- A CBlues não gosta de ti, o que tu sentes não é amor de forma física, é apenas um aviso de que outro imortal está próximo de ti. Tal como sentiste quando eu me aproximei de ti. A CBlues apenas quer cortar-te a cabeça.
- ...
- Vê se compreendes, se tu não te souberes defender, a CBlues, mais cedo ou mais tarde vai-te matar.
- Mas eu sou imortal, não posso morrer?
- Só se ela não te tirar a cabeça.
- Ela está sempre a fazer isso!!
- Não é essa.
- Oh..
- Eu vou preparar-te. Entretanto veste-te.
Grassa veste-se, contrariado, e segue caminho com a Sueca.
a) Grassa treina com a Sueca mamalhuda.
b) MacADónis vai ter com o seu dealer do costume, pedindo-lhe a dose final antes de ficar limpo.
c) CBlues à saida do bar é bloqueado pelo porteiro de casaca de grilo e bigode seboso.
-Já não tenho idade para toda esta excitação, pensou ele, já nem o meu coração aguenta.
Nisto aparece a Sueca, dirigindo-se para ele. Grassa aproveitando o reforço, despacha o serviço e ainda manda um "uma mama dessas cheia de vinho dava para encher duas pipas". A Sueca sorri e responde-lhe.
- Então Grassa, sempre no teu passatempo favorito, não é?
- O meu passatempo favorito é ver-te engolir.
- Vá já chega grassa, tenho assuntos importantes para tratar contigo.
- Eu só gosto de oferecer aquilo que é bom.
- Sim, bem sei, mas agora temos de falar. Corres perigo!
- Eu só gosto de oferecer aquilo que é bom.
- Ok... mas tu podes morrer.
- Eu só gosto de oferecer aquilo que é bom.
- Bem, já me estás a enervar!
- Eu só gosto de oferecer aquilo que é bom
- Bem isto vai ter de ser de outro jeito.
A Sueca, já visivelmente irritada vira-se e tira a gabardina que trazia vestida e saca da monumental espada que trazia escondida. Quando se volta para o Grassa vê que este já se encontra totalmente despido! Faz muito frio na Escócia diz grassa.
A Sueca atira-se a ele de espada em riste pronta a atacar Grassa começa a fazer os movimentos pélvicos que já lhe são tão característicos. A Sueca, já em claro desespero por não conseguir a atenção de grassa, atravessa-o com a espada. Grassa grita de forma estridente, enquanto a Sueca retira a espada do corpo de Grassa.
- Vê se paras de mariquices... não vês que tu não podes morrer?
- Eu só... gosto.. de oferecer... o que... é bom.
Reitera grassa, visivelmente cheio de dores... A Sueca espeta-o mais umas vezes, até este serenar.
- Já acalmaste?
- Eu só.. - Grassa é interrompido pelo som do aço a ser desembainhado - ..preciso de algum tempo para recuperar.
- Percebes agora? Percebes que és imortal? Que somos ambos imortais?
- Sim. Isso quer dizer que o teu hímen também é imortal? Isso faria de ti virgem!!
- Bem, isto vai ser difícil. É melhor ir logo ao assunto. O que quer dizer é que há alguns de nós que somos imortais neste mundo, vivemos e lutamos para que no final haja apenas um. Eu sou imortal, tu és imortal... e a CBlues é imortal.
- Que a CBLues era imoral já eu sabia!
- A CBlues não gosta de ti, o que tu sentes não é amor de forma física, é apenas um aviso de que outro imortal está próximo de ti. Tal como sentiste quando eu me aproximei de ti. A CBlues apenas quer cortar-te a cabeça.
- ...
- Vê se compreendes, se tu não te souberes defender, a CBlues, mais cedo ou mais tarde vai-te matar.
- Mas eu sou imortal, não posso morrer?
- Só se ela não te tirar a cabeça.
- Ela está sempre a fazer isso!!
- Não é essa.
- Oh..
- Eu vou preparar-te. Entretanto veste-te.
Grassa veste-se, contrariado, e segue caminho com a Sueca.
a) Grassa treina com a Sueca mamalhuda.
b) MacADónis vai ter com o seu dealer do costume, pedindo-lhe a dose final antes de ficar limpo.
c) CBlues à saida do bar é bloqueado pelo porteiro de casaca de grilo e bigode seboso.
Highlanderspotting - Cap. V
CBlues, atacada de surpresa, reage, largando McADonis que sorrateiramente se escapule "overcrafteando"pelo fino lençol de mijo que cobre o pavimento bera da casa de banho.
Num golpe de rins digno de um Tsubasa, CBlues inverte os sentidos à gravidade e cravando os seus saltos Dior no betume dos azulejos da parede e depois no pladur do tecto, com o cabelo a soltar-se lentamente e caindo em direcção ao solo em caaaaammmaaaraaaa leeeennntaaaaaaa, desfere um rápido e letal golpe com a tampa da cloche na nuca da Sexy Waitress que, de chave de fendas na mão pronta para afinar um autoclismo disfuncional, cai inanimada.
CBlues não sente aquilo que uma imortal sente perante um igual, mesmo já morto, tinha-se precipitado e feito merda!
- O que fui eu fazer... Pensa CBlues.
Um flash traz-lhe a imagem de Grassa, vestido com um Kilt atrás, e pela frente uma tenda armada em tecido escocês com cheiro a malte vomitado, atravessa-lhe os pensamentos. "Gostaria que aqui estivesses, irias gostar do que vou ter de fazer, vou satisfazer o teu sonho, mesmo longe meu amor.
E debruçando-se sobre o corpo de Nawita e colocando-lhe a mão esquerda sobre o seio semi-desnudo, espeta-lhe um beijo, qual sopro de vida, cheio de imortal lesbianismo, traz à vida a empregadita sexy que ao acordar retribui as carícias que são interrompidas pela entrada de rompante de Isa e A que aos amassos, roça roças, e esfrega esfregas se dirigem para a cabine mais próxima cheios de pulsante tesão juvenil, ahhhh e whisky!
CBlues desliga-se da inocente Nawita, olha para os dois intrusos, perscruta o espaço envolvente em busca de McADonis e sai esvoaçante de catana em riste, deixando A com as duas beldades já meio aquecidas nos braços.
Batendo a porta atrás dela CBlues pressente um ambiente estranho à sua passagem, mas atavessa o bar olhando para todas as caras, absorvendo todos os ruídos, lendo todos os pensamentos, e mirando todos os homens como se tivesse dotada de visão Raio-x.
Quantos são, quantos são, quantos vierem são os que caírão!
O que se vai passar no próximo capítulo:
a) CBlues dá de caras com a Sueca Imortal
b) Grilu, McADonis, A, Isa e Nawita são mortais enviados pela Imortal Sueca para eliminar CBlues
c) O que estará acontecendo a Grassa e à Sueca Imortal na outra ponta da Escócia
Num golpe de rins digno de um Tsubasa, CBlues inverte os sentidos à gravidade e cravando os seus saltos Dior no betume dos azulejos da parede e depois no pladur do tecto, com o cabelo a soltar-se lentamente e caindo em direcção ao solo em caaaaammmaaaraaaa leeeennntaaaaaaa, desfere um rápido e letal golpe com a tampa da cloche na nuca da Sexy Waitress que, de chave de fendas na mão pronta para afinar um autoclismo disfuncional, cai inanimada.
CBlues não sente aquilo que uma imortal sente perante um igual, mesmo já morto, tinha-se precipitado e feito merda!
- O que fui eu fazer... Pensa CBlues.
Um flash traz-lhe a imagem de Grassa, vestido com um Kilt atrás, e pela frente uma tenda armada em tecido escocês com cheiro a malte vomitado, atravessa-lhe os pensamentos. "Gostaria que aqui estivesses, irias gostar do que vou ter de fazer, vou satisfazer o teu sonho, mesmo longe meu amor.
E debruçando-se sobre o corpo de Nawita e colocando-lhe a mão esquerda sobre o seio semi-desnudo, espeta-lhe um beijo, qual sopro de vida, cheio de imortal lesbianismo, traz à vida a empregadita sexy que ao acordar retribui as carícias que são interrompidas pela entrada de rompante de Isa e A que aos amassos, roça roças, e esfrega esfregas se dirigem para a cabine mais próxima cheios de pulsante tesão juvenil, ahhhh e whisky!
CBlues desliga-se da inocente Nawita, olha para os dois intrusos, perscruta o espaço envolvente em busca de McADonis e sai esvoaçante de catana em riste, deixando A com as duas beldades já meio aquecidas nos braços.
Batendo a porta atrás dela CBlues pressente um ambiente estranho à sua passagem, mas atavessa o bar olhando para todas as caras, absorvendo todos os ruídos, lendo todos os pensamentos, e mirando todos os homens como se tivesse dotada de visão Raio-x.
Quantos são, quantos são, quantos vierem são os que caírão!
O que se vai passar no próximo capítulo:
a) CBlues dá de caras com a Sueca Imortal
b) Grilu, McADonis, A, Isa e Nawita são mortais enviados pela Imortal Sueca para eliminar CBlues
c) O que estará acontecendo a Grassa e à Sueca Imortal na outra ponta da Escócia
terça-feira, 21 de julho de 2009
Highlanderspotting - Cap. IV
Depois de recolherem as respectivas bagagens, Grassa e Cblues despedem-se com um Adeus, até daqui a quinze dias. Este era um trato que tinham feito antes da partida: dar um tempo. Enquanto Grassa ruma ao Norte da Escócia, em busca do calor característico destas paragens e desejando, secretamente, reencontrar a sueca de formas voluptuosas que havia conhecido durante o voo, Cblues revê mentalmente o seu plano de vingança.
Ela sabia bem onde ir. Era ali, naquele local, que o outro, so called imortal costumava parar. E ela foi. Tirou de uma das malas o seu melhor vestido, calçou os stilletos, apanhou o cabelo no alto da cabeça, num rabo de cavalo capaz de fazer inveja ao mais puro sangue da arábia, pegou na sua cloche, não sem antes enfiar lá dentro a catana, pintou os lábios de vermelho escuro e saiu!
À entrada do tal antro, um porteiro de bigode seboso e casaca de grilo ainda tentou barrá-la Ah, e tal, entrada só pra casais ou então são 50 érios, com direito a uma mini, mas ela mostrou-lhe o seu sorriso fatal e ele deixou-a entrar por 5. Aquele sítio era estranho. Tudo ali era novo para ela. As miúdas eram um horror, a música pavorosa! Mas Cblues não desistiu e foi à procura dele.
Não tardou em sentir aquele arrepio na espinha que os imortais sentem na presença de outro imortal. Olhou à volta e viu-o encostado ao bar, trauteando a melodia que se fazia ouvir na sala. Não havia como enganar, o cachucho com o monograma confirmou as suas suspeitas: era o descendente do clã McADonis (aqueles que até tinham tido um problema com a autoridade para a concorrência por causa do nome, que era parecido com o outro clã, aquele cujo patriarca se costumava vestir de palhaço e se metia com as criancinhas). Cblues lançou o seu charme para cima dele, ainda bebeu duas vodkas laranja à pala e não tardou a conseguir enfiá-lo na casa de banho. Aí, saltando os preliminares e passando directamente à acção, Cblues agarra-o pelos cabelos e enfia-lhe a cabeça numa sanita enquanto ele, convicto de que ia ter festa, gritava me ama, me agarra, me bate, me xinga, me chama de lagartixa!
Nisto, entra Nawita, a waitress sexy as hell que grita Quésta merda, pá?! Vão sujar para vossas casas!! Pensais quisto não dá trabalho a limpar? E, numa reviravolta com que ninguém contava, saca da sua chave de fendas e ataca Cblues, sem dó nem piedade.
CBlues não queria acreditar… Tinha-se deixado enganar pelo encanto natural do mancebo, característica dos imortais e, vai-se a ver, afinal o tão temido adversário era uma miúda. O que mais lhe iria acontecer?
a) Cblues dá um triplo mortal e consegue fugir das garras da Imortal do Hellgarve
b) Cblues e Nawita descobrem que trazem pulseiras iguais e ficam ali, em amena cavaqueira, a discutir a colecção Outono-Inverno 2009 de John Galliano
c) A e Isa entram de braço dado e dirigem-se a um dos compartimentos, sabe-se lá para fazer o quê
Highlanderspotting - Cap. III
Vendo já verdejantes e voluptuosos vosques e até algumas vonitas vuganvílias lá em vaixo, vomitavam aliterações em V enquanto o avião vertiginosamente cumpria o prescrito por Newton na Lei da Gravidade.
A coisa de facto era grave.
Tão grave que Grassa havia já jurado beijar, com língua e tudo, o Boi-Cavalo Almiscarado lá do trabalho caso sobrevivesse a tamanho desastre. O azar dele foi a jura ter sido feita aos berros, que ecoaram pelo avião chegando ao cockpit e aos ouvidos do comandante PWFH, que prontamente comunicou no intercomunicador:
CRSHHHHC... Míster passangeirs, its captain PWFH spiquing ótra vez. Ái aviseite desde now que we are gónada trái a fórçade aterrizaration Mouraria style, uít pións and burnóuts. You shud put da cream énde da sitbéltes bicóse ca GNR daqui is ólways à cóca. Fuck you véri long. CRSHHHHC...
CBlues lembrou-se de que em princípio era imortal, ou pelo menos assim lhe dissera o seu tetra-avô daquela vez em que foram os dois andar de Kart para o Colombo. No entanto o seu medo era que Grassa perecesse, pois ele não era um McBlues. Nem tão pouco um McFlurry ou sequer uma McTosta.
Triste, olhou para ele e deixou escapar uma lágrima ao ver tão inesquecível figura: de semblante sério e olhos pesados, com as veias da testa a sobressairem e transpirando por todos os poros, Grassa gritava agora "AAAAAAHHH! Tava a ver que não me vinha..." e abotoou as calças, largando a mantinha para cima dos açoreanos do banco de trás ao mesmo tempo que dizia "Vão lá agora fazer touradas com esta mantinha, meus cabrões".
Entretanto, o comandante PWFH aterra a máquina à campeão, com um braço pendurado de fora do cockpit e palito ao canto da boca enquanto ajeitava a tomatália e gritava, virado para trás, com o braço em cima do encosto do pendura "Esse senhor aí atrás vai ter que dar um linguado dos antigos lá ao Boi-Cavalo ou o que é. Agora aproveitem as belas praias da Escócia, meus panascas."
Deu-se uma enorme explosão de aplausos, e todos os passageiros daquele airbus se abraçaram. Grassa abraçou pelo menos 16 vezes a sueca mamalhuda do banco da frente e CBlues abraçou umas 21 aquele nigeriano que estava ao lado dela e que tinha pago bilhete e meio, só por causa do excesso de "bagagem".
Saíram do avião e acenaram para o cockpit, onde o comandante retribuiu com um mega-rater que por azar chupou a sueca mamalhuda para dentro de um dos motores a jacto... PWFH soltou um "foda-se, outra vez..." e, esquecendo o assunto gritou para os viajantes "Bem, vou andando, que ainda tenho que parar em Badajoz".
a: Grassa e CBlues apanham um taxi, e dá-se a primeira luta entre imortais
b: CBlues confunde um drogado com um imortal e enfia-lhe a cabeça numa sanita
c: Grassa pede a CBlues para o deixar usar a espada, e acaba por rachar a cabeça de um turista que tinha um toque de telemóvel do Bésame Mucho.
A coisa de facto era grave.
Tão grave que Grassa havia já jurado beijar, com língua e tudo, o Boi-Cavalo Almiscarado lá do trabalho caso sobrevivesse a tamanho desastre. O azar dele foi a jura ter sido feita aos berros, que ecoaram pelo avião chegando ao cockpit e aos ouvidos do comandante PWFH, que prontamente comunicou no intercomunicador:
CRSHHHHC... Míster passangeirs, its captain PWFH spiquing ótra vez. Ái aviseite desde now que we are gónada trái a fórçade aterrizaration Mouraria style, uít pións and burnóuts. You shud put da cream énde da sitbéltes bicóse ca GNR daqui is ólways à cóca. Fuck you véri long. CRSHHHHC...
CBlues lembrou-se de que em princípio era imortal, ou pelo menos assim lhe dissera o seu tetra-avô daquela vez em que foram os dois andar de Kart para o Colombo. No entanto o seu medo era que Grassa perecesse, pois ele não era um McBlues. Nem tão pouco um McFlurry ou sequer uma McTosta.
Triste, olhou para ele e deixou escapar uma lágrima ao ver tão inesquecível figura: de semblante sério e olhos pesados, com as veias da testa a sobressairem e transpirando por todos os poros, Grassa gritava agora "AAAAAAHHH! Tava a ver que não me vinha..." e abotoou as calças, largando a mantinha para cima dos açoreanos do banco de trás ao mesmo tempo que dizia "Vão lá agora fazer touradas com esta mantinha, meus cabrões".
Entretanto, o comandante PWFH aterra a máquina à campeão, com um braço pendurado de fora do cockpit e palito ao canto da boca enquanto ajeitava a tomatália e gritava, virado para trás, com o braço em cima do encosto do pendura "Esse senhor aí atrás vai ter que dar um linguado dos antigos lá ao Boi-Cavalo ou o que é. Agora aproveitem as belas praias da Escócia, meus panascas."
Deu-se uma enorme explosão de aplausos, e todos os passageiros daquele airbus se abraçaram. Grassa abraçou pelo menos 16 vezes a sueca mamalhuda do banco da frente e CBlues abraçou umas 21 aquele nigeriano que estava ao lado dela e que tinha pago bilhete e meio, só por causa do excesso de "bagagem".
Saíram do avião e acenaram para o cockpit, onde o comandante retribuiu com um mega-rater que por azar chupou a sueca mamalhuda para dentro de um dos motores a jacto... PWFH soltou um "foda-se, outra vez..." e, esquecendo o assunto gritou para os viajantes "Bem, vou andando, que ainda tenho que parar em Badajoz".
a: Grassa e CBlues apanham um taxi, e dá-se a primeira luta entre imortais
b: CBlues confunde um drogado com um imortal e enfia-lhe a cabeça numa sanita
c: Grassa pede a CBlues para o deixar usar a espada, e acaba por rachar a cabeça de um turista que tinha um toque de telemóvel do Bésame Mucho.
Highlanderspotting - Cap. II
Pela minúscula janela CBlues podia ver as nuvens que os envolviam e que a guiavam de encontro ao destino que tinha para cumprir, um destino que não podia nem desejava evitar. Pela sua lâmina a honra seria devolvida ao clâ McBlues ou morreria a tentá-lo. Fora essa a promessa que fizera a si própria - essa e a de devolver ao clube de vídeo a cassete do Tango & Cash, só que esta ia mesmo cumprir.
A adrenalina que crescentemente lhe invadia o corpo à medida que se aproximava da sua terra mãe, aquela que abandonara há cinco séculos, misturava-se com a claustrofobia da cabine e do apertado assento que era agora o da coxia. "Quem vai ao ar perde o lugar", gracejou Grassa quando ela voltou da casa de banho. Tinha um cobertor no colo e CBlues calculou que ele se estivesse a masturbar. Preferiu não perguntar. Não valia a pena, seria como ver o Sid Vicious com uma seringa na mão e perguntar-lhe se se ia injectar.
"Não tens calor com essa gabardina vestida?", perguntou-lhe Grassa.
"Não, claro que não.", respondeu CBlues de pronto acariciando instintivamente a catana Hattori Hanzo que escondia debaixo dela.
"Mas nunca a tiras. Nem quando vamos à praia..."
"Não quero apanhar um escaldão."
"... nem quando tomas banho..."
"Aproveito para lavá-la à mão. É de marca. Coisas de mulher."
"... nem quando fazemos o sexo."
"Euh... err... tu transpiras muito. E babas-te um bocadinho. E às vezes chor..."
"Já percebi."
"E não preciso recordar-te aquela vez em que vomit..."
"Já disse que já percebi!"
A mão de Grassa não tinha saído debaixo do cobertor e era perceptível uma cada vez mais óbvia movimentação.
"A sério? Nem para falar páras com isso?", perguntou CBlues.
"Chama-se multitasking. E se tivesses aí uma harmónica ainda tocava a música do genérico do CSI Nova Iorque à base de flátul... flala... puns."
"Café?", perguntou a assistente de bordo que entretanto começara a servir os pequenos-almoços.
Grassa faz que sim com a cabeça ignorando o olhar atónito da mesma perante a sua agora clara actividade onanista.
"... Leite?"
"Isso pergunto eu.", retorque Grassa alarvemente.
Embalada pelo "fap, fap" que vinha debaixo do cobertor ao seu lado, CBlues acaba por adormecer. Acorda horas depois, estremunhada, com o anúncio que se faz ouvir pelo intercomunicador:
"CRSHHHHC... senhores passageiros, fala o comandante PWFH CRESHHUIC por favor apertem os vossos cintos de segurança, ponham os bebés nos compartimentos respectivos e rezem aos santinhos todos qu'esta merda vai atravessar a maior puta de tempestade eléctrica de que há memória. É aquilo a que, em termos técnicos, se chama «do caralho». Já conduzi, em semi-coma alcoólico, camions de pneus carecas, com peso a mais, nos Alpes, à chuva, e até eu estou acagaçado. CRSHSHHHUIC Leides end gentlemãe iór capitan PWFH spiquing. We faquedap véri naice. Rezeite iórselfes bicóse ov tempesteide."
a: O avião despenha-se nas terras altas escocesas.
b: O avião despenha-se nas terras baixas galesas.
c: O comandante PWFH aterra a máquina à campeão, com um braço pendurado de fora do cockpit e palito ao canto da boca.
A adrenalina que crescentemente lhe invadia o corpo à medida que se aproximava da sua terra mãe, aquela que abandonara há cinco séculos, misturava-se com a claustrofobia da cabine e do apertado assento que era agora o da coxia. "Quem vai ao ar perde o lugar", gracejou Grassa quando ela voltou da casa de banho. Tinha um cobertor no colo e CBlues calculou que ele se estivesse a masturbar. Preferiu não perguntar. Não valia a pena, seria como ver o Sid Vicious com uma seringa na mão e perguntar-lhe se se ia injectar.
"Não tens calor com essa gabardina vestida?", perguntou-lhe Grassa.
"Não, claro que não.", respondeu CBlues de pronto acariciando instintivamente a catana Hattori Hanzo que escondia debaixo dela.
"Mas nunca a tiras. Nem quando vamos à praia..."
"Não quero apanhar um escaldão."
"... nem quando tomas banho..."
"Aproveito para lavá-la à mão. É de marca. Coisas de mulher."
"... nem quando fazemos o sexo."
"Euh... err... tu transpiras muito. E babas-te um bocadinho. E às vezes chor..."
"Já percebi."
"E não preciso recordar-te aquela vez em que vomit..."
"Já disse que já percebi!"
A mão de Grassa não tinha saído debaixo do cobertor e era perceptível uma cada vez mais óbvia movimentação.
"A sério? Nem para falar páras com isso?", perguntou CBlues.
"Chama-se multitasking. E se tivesses aí uma harmónica ainda tocava a música do genérico do CSI Nova Iorque à base de flátul... flala... puns."
"Café?", perguntou a assistente de bordo que entretanto começara a servir os pequenos-almoços.
Grassa faz que sim com a cabeça ignorando o olhar atónito da mesma perante a sua agora clara actividade onanista.
"... Leite?"
"Isso pergunto eu.", retorque Grassa alarvemente.
Embalada pelo "fap, fap" que vinha debaixo do cobertor ao seu lado, CBlues acaba por adormecer. Acorda horas depois, estremunhada, com o anúncio que se faz ouvir pelo intercomunicador:
"CRSHHHHC... senhores passageiros, fala o comandante PWFH CRESHHUIC por favor apertem os vossos cintos de segurança, ponham os bebés nos compartimentos respectivos e rezem aos santinhos todos qu'esta merda vai atravessar a maior puta de tempestade eléctrica de que há memória. É aquilo a que, em termos técnicos, se chama «do caralho». Já conduzi, em semi-coma alcoólico, camions de pneus carecas, com peso a mais, nos Alpes, à chuva, e até eu estou acagaçado. CRSHSHHHUIC Leides end gentlemãe iór capitan PWFH spiquing. We faquedap véri naice. Rezeite iórselfes bicóse ov tempesteide."
a: O avião despenha-se nas terras altas escocesas.
b: O avião despenha-se nas terras baixas galesas.
c: O comandante PWFH aterra a máquina à campeão, com um braço pendurado de fora do cockpit e palito ao canto da boca.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Highlanderspottting - Cap. I
"Escolhe a vida. Escolhe um emprego. Escolhe uma carreira. Escolhe uma família. Escolhe uma televisão grande como a merda, escolhe máquinas de lavar, carros, wii's e abre latas automáticos. Escolhe boa saúde, colesterol baixo e seguro contra todos os riscos. Escolhe um plano poupança reforma. Escolhe a primeira casa. Escolhe os teus amigos. Escolhe fatos de treino e idas ao hipermercado. Escolhe fatos janotas em prestações acessíveis numa variedade de tecidos do caralho. Escolhe a bricolage e perguntares-te quem és a um domingo de manhã. Escolhe sentar-te nesse sofá a ver programas idiotas apresentados por moças voluptuosas, a enfiar comida de plástico pela goela. Escolhe apodrecer no final de tudo isto a dar as últimas mijas, nada mais que um embaraço para os egocêntricos dos imprestáveis que geraste para te substituírem. Escolhe o teu futuro. Escolhe a vida... mas porque é que eu faria tal coisa?" -pensou CBlues já dentro do avião- "Eu escolho não escolher a vida. Vou escolher outra coisa qualquer. As razões? Não há razões. Quem precisa delas quando se é imortal" pensou CBlues enquanto via grassa a desajeitadamente colocar as malas para revista, sob o olhar de escárnio dos guardas e outros passageiros. Ela suspirou, já faltava pouco.
Já dentro do avião grassa não se calava sobe como sempre que estava perto de CBlues sentia algo tão forte, como nunca tinha sentido antes. Algo que o grassa chamava de amor. Da primeira vez que o sentiu, foi ali às Portas de Benfica quando seguia na passadeira e a viu do outro lado da rua, a sensação bateu-lhe forte, ficou parado no meio da rua e foi aí que Grassa sofreu o acidente que lhe mudaria a vida para sempre. A condutora saiu do carro e aproximou-se de grassa mesmo antes de ser levado para a ambulância, grassa teve apenas temmpo de olhar para a mulher e exclamar "nessa cara quem manda é o olho direito, sua visgarolha". CBlues entrou na ambulância com ele, foi sempre com ele até ao hospital. Recebeu a notícia de que ele não tinha sobrevivido, esperou mais um pouco e recebeu a noticia do milagre que tinha acontecido e que afinal Grassa estava consciente e a recuperar de forma extraordinária. A partir daí Grassa apaixonou-se, irremediavelmente.
Venha outro:
a) Uma cena fixe
b) Outra cena diferente da primeira, mas igualmente fixe
c) Uma cena com conotações sexuais fortes que acontecerá apenas na história final.
Já dentro do avião grassa não se calava sobe como sempre que estava perto de CBlues sentia algo tão forte, como nunca tinha sentido antes. Algo que o grassa chamava de amor. Da primeira vez que o sentiu, foi ali às Portas de Benfica quando seguia na passadeira e a viu do outro lado da rua, a sensação bateu-lhe forte, ficou parado no meio da rua e foi aí que Grassa sofreu o acidente que lhe mudaria a vida para sempre. A condutora saiu do carro e aproximou-se de grassa mesmo antes de ser levado para a ambulância, grassa teve apenas temmpo de olhar para a mulher e exclamar "nessa cara quem manda é o olho direito, sua visgarolha". CBlues entrou na ambulância com ele, foi sempre com ele até ao hospital. Recebeu a notícia de que ele não tinha sobrevivido, esperou mais um pouco e recebeu a noticia do milagre que tinha acontecido e que afinal Grassa estava consciente e a recuperar de forma extraordinária. A partir daí Grassa apaixonou-se, irremediavelmente.
Venha outro:
a) Uma cena fixe
b) Outra cena diferente da primeira, mas igualmente fixe
c) Uma cena com conotações sexuais fortes que acontecerá apenas na história final.
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